O levantamento abrangeu 168,1 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, de diferentes gêneros, classes sociais e níveis de escolaridade, em todas as regiões do país.
Segundo o estudo, a preferência por criptoativos é puxada principalmente pela geração Z – os mais jovens, com idade entre 16 e 29 anos -, que já têm maior familiaridade com a tecnologia e usam mais bancos digitais.
Entre os entrevistados, 4% afirmaram investir em criptomoedas, ante 2% em ações, 2% em títulos públicos e 2% em previdência.
Ainda assim, a poupança (22%), os títulos privados (7%) e os fundos de investimento (5%) seguem na frente de ativos digitais.
Os tokens também começam a aparecer como reserva para aposentadoria – uma novidade. Ao todo, 12% dizem guardar recursos em cripto, atrás apenas da poupança (25%), dos títulos privados (19%) e dos fundos de investimento (16%).
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O papel dos influenciadores e da educação financeira
A pesquisa também mostrou que investidores, especialmente da Geração Z, recorrem às redes sociais para se informar sobre investimentos. Entre os jovens, os principais canais são o YouTube (49%) e o Instagram (45%).
Nesse ambiente, o tema mais abordado pelos 904 finfluencers – influenciadores que produzem conteúdo sobre finanças – monitorados pela Anbima foi justamente criptomoedas.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h40.
Bitcoin (BTC): +1,46%, US$ 75.372,62
Ethereum (ETH): +0,81%, US$ 2.350,11
BNB (BNB): +2,14%, US$ 633,09
XRP (XRP): +2,87%, US$ 1,44
Solana (SOL): +3,68%, US$ 88,15
Outros destaques do mercado cripto
Jornada da tokenização. Começa agora, em abril, a jornada de tokenização da Anbima. A ideia é simples: ajudar profissionais do mercado a entender, na prática, o que é a tokenização – o processo de transformar ativos tradicionais em tokens. Ao todo, serão oito workshops online cobrindo temas como smart contracts (os programas autoexecutáveis que ganharam fama com o ethereum), custódia de cripto, entre outros.
Novo chefão na área. A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, mexeu na sua estrutura no Brasil. A corretora nomeou Thiago Sarandy como novo diretor-geral no país. Até então, a função era acumulada por Guilherme Nazar, head da América Latina. Na empresa desde 2022, Sarandy vinha atuando como responsável por assuntos regulatórios e jurídicos no Brasil e em El Salvador.
Stablecoin chinesa vem aí? A China pode ganhar sua própria stablecoin atrelada ao yuan, sua moeda oficial, nos próximos cinco anos. Pelo menos é isso que acredita Jeremy Allaire, CEO da Circle, emissora do USDC, a segunda maior stablecoin do mercado. A criação de uma cripto marcaria uma virada e tanto para o país, que baniu as negociações e a mineração de criptomoedas em 2021 – e agora pode usar a tecnologia a seu favor.
