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Saiba por que as ações da Rede D’Or caem perto de 5% nesta quinta-feira

A Rede D'Or registrou aumento nos custos no quarto trimestre acima das expectativas de analistas de mercado

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As ações da Rede D’Or (RDOR3) operam em queda perto de 5% nesta quinta-feira (26). Os papéis recuavam perto de 4,80%, cotados a R$ 41,44, pouco antes das 14h50. Mas a ação chegou a cair mais de 7% pela manhã.

A baixa é uma reação de investidores ao balanço do quarto trimestre de 2025, apresentado na noite de quarta-feira (25).

Segundo analistas, o que assustou investidores foi uma queda inesperada na rentabilidade. O mercado busca agora entender o que de estrutural existe nesse recuo das margens em meio ao aumento dos custos.

A queda dos papéis reflete justamente essas dúvidas. Mesmo com resultados considerados sólidos, as frustrações com as estimativas de mercado levou a uma queda mais acentuado, uma vez que os papéis da Rede D’Or são negociados com múltiplos relativamente elevados.

Uma das principais métricas para saber se uma ação está cara ou barata é o múltiplo preço por lucro (P/L), que alcança 22 vezes no caso da Rede D’Or.

Isso significa que o investidor está disposto a pagar um valor 22 vezes maior que o lucro atual da empresa ao comprar a ação. Isso, claro, com a expectativa de que o grupo vai continuar a crescer e aumentar a lucratividade.

O P/L do Ibovespa, por exemplo, é de 13 vezes, ainda que o índice esteja em território recorde em termos de pontos nas últimas semanas.

A queda das ações da Rede D’Or reflete, no momento, um ajuste de expectativas, e não uma fuga do papel. Apesar da reação negativa no curto prazo, os fundamentos — expansão hospitalar, avanço em oncologia e forte geração de caixa — permanecem intactos, dizem analistas.

E o que apareceu nos resultados do quarto trimestre para causar essa reação?

Houve, basicamente, um aumento acima do esperado nos custos operacionais tanto da divisão de hospitais quanto na SulAmerica, que concentra a operação de seguro saúde do grupo.

O caso da seguradora do grupo foi o que chamou mais a atenção. Após vários trimestres em que conseguiu compensar as pressões de custos sobre a operação hospitalar, a seguradora mostrou desaceleração no crescimento e alta expressiva nas despesas administrativas — que saltaram 28%.

O Ebitda (lucro operacional) da SulAmérica veio 16% abaixo do esperado, o que levou investidores a se questionar se a queda sugere uma questão mais estrutural de definição de preços no mercado de seguro saúde.

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Os custos, no entanto, aumentaram, principalmente, por causa de provisões para contingências judiciais. O Itaú BBA avaliou a alta como pontual e disse enxergar melhora nos próximos trimestres.

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