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Stablecoins: cripto dólar USDC supera USDT em volume “real” pela primeira vez desde 2019

Uso real significa a utilização dessas moedas em pagamentos, transferências internacionais e integração com serviços financeiros

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A stablecoin de dólar USDC, emitida pela empresa americana Circle, movimentou US$ 2,2 trilhões em volume ajustado de transações em 2026, contra US$ 1,3 trilhão da USDT, da Tether, segundo nota do banco japonês Mizuho divulgada pelo portal especializado CoinDesk. É a primeira vez que isso acontece desde 2019.

Essa métrica de volume ajustado de transações tenta medir apenas o uso econômico real dessas moedas digitais – como pagamentos, transferências internacionais e integração com serviços financeiros – deixando de fora movimentações automáticas ou puramente técnicas da rede.

As stablecoins, vale sempre lembrar, são criptomoedas que acompanham o valor de outros ativos, como dólar, real ou ouro. No caso das versões atreladas à moeda americana, cada token costuma manter paridade de 1 para 1 com o dólar.

O avanço da USDC também animou investidores com a Circle. Após os dados, o banco japonês elevou o preço-alvo das ações da empresa de US$ 100 para US$ 120. Nos últimos cinco dias, os papéis da companhia subiram cerca de 12%, para US$ 115, acumulando alta de 95% nos últimos 30 dias.

USDT se mantém na liderança

Apesar do avanço da USDC no uso real, a USDT segue líder em valor de mercado. O token da Tether responde por cerca de 57% dos US$ 321 bilhões que hoje circulam nesse setor. A USDC aparece em segundo lugar, com pouco menos de 25%.

O volume total de USDT – considerando todas as movimentações, e não apenas o volume ajustado – também é maior. E o cenário no Brasil mostra isso. Nos últimos 15 dias, brasileiros movimentaram cerca de R$ 5,1 bilhões nessa stablecoin, contra pouco mais de R$ 500 milhões em USDC, segundo dados da plataforma Índice Biscoint.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  +3,64%, US$ 73.689,33

Ethereum (ETH): +7,95%, US$ 2.286,22

XRP (XRP): +4,01%, US$ 1,47

BNB (BNB): +2,69%, US$ 678,70

Solana (SOL): +6,27%, US$ 93,98

Outros destaques do mercado cripto

Tesouraria cripto brazuca ganha fôlego. A recente alta do bitcoin chegou à bolsa. As ações da OranjeBTC, considerada a maior tesouraria cripto do Brasil, subiram 11% nos últimos 30 dias, para R$ 7,14. No mesmo período, o BTC avançou cerca de 6%. Apesar do fôlego recente, o papel ainda está cerca de 70% abaixo dos R$ 24 registrados quando a empresa abriu capital, em outubro do ano passado.

Escândalo cripto na Argentina. Está rolando um baita bafafá na Argentina. O jornal Clarín, um dos maiores do país, revelou a existência de um suposto acordo de US$ 5 milhões ligado ao apoio do presidente Javier Milei à criptomoeda Libra. Esse token foi lançado no início de 2025 e chegou a ser promovido pelo político. Depois, porém, despencou de preço, deixando um monte de investidores no prejuízo.

Corretora americana pede recuperação judicial. A situação apertou para a corretora institucional de cripto Blockfills, sediada em Chicago (EUA). A empresa entrou com pedido de recuperação judicial depois de acumular perdas de cerca de US$ 75 milhões e enfrentar problemas de liquidez. A firma tem entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões em ativos, contra passivos que podem chegar a US$ 500 milhões. A companhia já havia suspendido saques em fevereiro e ainda enfrenta um processo por suposto uso indevido de ativos de clientes.

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