Ultrapar, Vibra e Raízen disparam na bolsa após a operação da PF contra combustível clandestino

Ação pode reduzir a fatia do crime no mercado de combustíveis, abrindo espaço para as gigantes do setor

Os papéis das empresas do setor de combustíveis passam por uma alta firme. No meio da tarde, a Ultrapar, dona dos postos Ipiranga, subia 8%; a Vibra, dos postos BR, avançava 4% e a Raízen, dos postos Shell, 3% (depois de ter batido em 8% mais cedo).

As ações da Reag, gestora que foi alvo da operação Carbono Oculto, da Política Federal vai na direção oposta, naturalmente: queda de 13%.

A operação da PF, deflagrada nesta quinta-feira (28), investiga a suposta infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e a possibilidade de que o dinheiro do crime esteja sendo lavado por meio do mercado financeiro.

A alta das distribuidoras é resultado do ganho de participação de mercado que elas podem recuperar, caso sejam desmantelados esquemas de uso de postos clandestinos sob comando do crime organizado.

“Eles já têm mais de mil postos e já compraram mais de quatro usinas de etanol”, afirmou empresário Rubens Ometto em evento realizado pelo Esfera Brasil em 2024.

Em entrevista ao Brazil Journal em março deste ano, o controlador da Raízen afirmou que as três grandes distribuidoras (a sua, Ultrapar e Vibra) já perderam quatro pontos percentuais de market share nos últimos meses na venda de diesel como resultado da concorrência desleal de postos que vendem combustível clandestino e, portanto, mais barato.

Ainda na parte da manhã, a Reag divulgou um fato relevante informado ao mercado que era alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Carbono Oculto – e que a empresa está “colaborando integralmente com as autoridades, fornecendo as informações e documentos solicitados.”

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