O Grupo Meddi é composto por laboratórios de diagnóstico e vacinação, com forte atuação na Bahia, e seria peça-chave na estratégia de expansão da Alliança na região Nordeste. A operação, cujo pedido de aprovação havia sido protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em outubro do ano passado, foi avaliada em R$ 252 milhões.
Segundo a companhia, foi celebrado um instrumento de distrato entre as partes, formalizando o encerramento definitivo das tratativas. O rompimento ocorreu de forma amigável, sem a aplicação de multas, ônus ou penalidades financeiras para qualquer um dos envolvidos.
O movimento marca o desfecho de uma potencial transação que vinha sendo acompanhada pelo mercado desde fevereiro, quando a empresa havia comunicado o andamento das negociações. Com a desistência, a Alliança segue sem incorporar os ativos do Grupo Meddi, mantendo sua estrutura atual.
Reestrutução financeira
O desfecho da operação ocorre em meio a um cenário mais amplo de reestruturação financeira da companhia. No final de março, a Alliança ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente na Comarca de São Paulo, que suspende cobranças e execuções, ao mesmo tempo em que iniciou um procedimento de mediação com seus credores.
As medidas fazem parte dos esforços para reorganizar sua estrutura financeira e criar condições mais estáveis para a condução das negociações. A dívida líquida da companhia estava em cerca de R$ 500 milhões ao fim de setembro, segundo o resultado financeiro mais recente.
Além disso, a empresa passou por mudança no controle e na governança. O fundo Tessai passou a deter o controle da companhia, com 59,84% do capital, após adquirir participações anteriormente ligadas ao empresário Nelson Tanure. O fundo é ligado à gestora Geribá Investimentos, especializada em situações especiais, e assumiu a posição após a execução de garantias envolvendo ações da empresa.
