A Aegea detém uma participação menor no grupo, chamado de Livorno, para evitar o aumento de seu endividamento, informou a Bloomberg anteriormente. A Itaúsa e a Aegea confirmaram em comunicados que fizeram proposta pela Copasa.
O outro grupo é liderado pela Equatorial, disseram outras pessoas. A empresa estava hesitando em participar depois que sua parceira, a Sabesp, desistiu do processo, informou a Bloomberg anteriormente. A Equatorial não respondeu a um pedido de comentário.
A transação, que deve figurar entre os maiores negócios do Brasil neste ano, deverá ser seguida por uma oferta pública subsequente de ações que reduzirá o controle do Estado sobre a Copasa.
A estrutura do consórcio apresentada pelo grupo Aegea é semelhante ao modelo utilizado na privatização da Cedae, empresa de saneamento do Rio de Janeiro, em 2021, quando um grupo liderado pelos mesmos acionistas garantiu a participação majoritária na concessão.
O investidor estratégico poderá adquirir 30% da Copasa antes da oferta pública, com a possibilidade de comprar mais ações no mercado durante a oferta, até um máximo de 45% dos direitos de voto, segundo documento.
O fundo de infraestrutura Perfin aumentou recentemente sua participação na Copasa para cerca de 15% e também está em negociações para desempenhar um papel ativo na empresa após a privatização, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. O fundo pretende adquirir mais ações durante a oferta pública, disseram as pessoas, o que significa que a Copasa poderá terminar com dois grandes acionistas.
Após a definição do investidor estratégico por meio do leilão, a Copasa planeja lançar uma oferta pública de ações por meio de de um processo de bookbuilding que se estenderá até 1º de junho. O preço da oferta será definido em 2 de junho. O estado de Minas Gerais, que atualmente detém 50,03% da Copasa, poderá manter no máximo 5% após a oferta pública, de acordo com um documento da empresa. O estado também poderá manter uma chamada “Golden share”, que lhe confere alguns direitos de veto.
A transação representa um teste crucial para o setor de saneamento básico no Brasil após a privatização da Sabesp, a maior concessionária de água e saneamento do país, em 2024. A Equatorial tornou-se a investidora estratégica da Sabesp nesse acordo, enquanto a Aegea desistiu do processo devido a uma cláusula que limitava a participação do investidor estratégico.
