A Itaúsa confirmou na noite desta segunda-feira (25) que apresentou a proposta por meio da Livorno Participações, veículo formado em parceria com os outros dois acionistas da Aegea Saneamento: a Equipav e o GIC, fundo soberano de Singapura.
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A Livorno terá os três sócios da Aegea com cerca de 33% cada e operará sob acordo de acionistas com direitos iguais. A própria Aegea participará com até 1% do capital social do veículo, uma vez que a empresa já está muito alavancada e não pode comprometer mais capital neste momento.
O consórcio disputará a vaga com a Equatorial, segundo apurou a Bloomberg. As duas propostas foram entregues à B3, que será responsável pelo leilão, nesta segunda-feira, e os envelopes só serão abertos na quarta-feira (27), quando o vencedor será anunciado ao mercado.
Ativo disputado
A Copasa é a quinta maior empresa de saneamento do Brasil em número de ligações, atende cerca de 12 milhões de pessoas em 640 municípios mineiros e tem o governo de Minas Gerais como acionista majoritário, com 50,03% do capital.
O governo mineiro quer manter 5% após a privatização e ficar com uma golden share, que dá poder de veto em temas relevantes. A operação pode movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, segundo estimativas do mercado.
O investidor de referência ficará com 30% do capital total da Copasa, com possibilidade de alcançar até 45% dos direitos de voto. Outros 15% serão oferecidos a investidores no mercado, no follow-on.
A gestora de infraestrutura Perfin, que aumentou recentemente sua participação na Copasa para cerca de 15%, também está em negociações para desempenhar um papel ativo na empresa após a privatização, ainda de acordo com a Bloomberg.
A gestora de Ralph Rosenberg pretende adquirir mais ações durante o follow-on, disseram as fontes, o que significa que a Copasa poderá terminar com dois grandes acionistas.