PepsiCo muda a receita: foco agora é proteína e redução de aditivos

Com produtos como cereais, sucos, salgadinhos e refrigerantes, a PepsiCo quer atender à demanda dos consumidores, que estão cada mais exigentes

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O crescimento internacional ajudou a impulsionar os lucros da PepsiCo no segundo trimestre, com a gigante de salgadinhos e bebidas anunciando planos para investir em produtos com maior teor de proteína e porções menores.

A empresa, dona das marcas Gatorade, Lipton e Quaker, reportou um crescimento orgânico de 2,1% nas vendas no segundo trimestre encerrado em 14 de junho, superando a estimativa média dos analistas. O lucro por ação foi de US$ 2,12, também acima das expectativas do mercado. A PepsiCo também manteve sua perspectiva anual.

“Nosso impulso internacional continuou, enquanto nossos negócios na América do Norte melhoraram em execução e competitividade, principalmente em subcategorias e canais importantes”, disse o CEO Ramon Laguarta em um comunicado.

As ações subiram 6,4% na manhã desta quinta-feira (17) em Nova York, a maior alta desde março de 2020. As ações haviam caído 11% neste ano até o fechamento de quarta-feira (16), em comparação com a alta de 6,5% do índice S&P 500 no mesmo período.

PepsiCo de olho em alimentos mais saudáveis

Com uma ampla gama de produtos, como cereais matinais, sucos de frutas, salgadinhos e refrigerantes, a empresa está trabalhando para superar a tendência de alimentos mais saudáveis e menos processados, bem como opções de marca própria de menor custo.

Em uma teleconferência com analistas, Laguarta disse que viu uma oportunidade de atender à demanda dos consumidores por mais proteína, tanto em alguns de seus lanches, como PopCorners, quanto em bebidas.

A PepsiCo também está trabalhando para embalar mais produtos em tamanhos menores e com porções controladas, disse ele.

“O controle das porções será fundamental daqui para frente”, disse ele, afirmando que a empresa se concentrará mais em porções menores para se alinhar aos hábitos alimentares dos consumidores.

A empresa reiterou sua projeção para o ano fiscal de 2025, de crescimento orgânico da receita e lucro básico praticamente em linha com o do ano anterior. A direção da PepsiCo afirmou que continua prevendo “custos incrementais na cadeia de suprimentos”, incluindo tarifas, para o restante de 2025.

A fabricante de refrigerantes e salgadinhos informou que vai tirar corantes sintéticos de seus alimentos escolares nos EUA até o início do próximo ano e planeja lançar extensões de Cheetos e Doritos sem corantes ou aromatizantes artificiais. Também planeja relançar Lays e Tostitos, elevando as “credenciais de comida de verdade” dos produtos, informou Laguarta.

A PepsiCo também vai expandir o uso de abacate e azeite de oliva em algumas marcas e adicionaria proteínas, fibras e grãos integrais a alguns de seus produtos.

A empresa também destacou sua proposta para aumentar a quantidade de produtos com baixo teor de açúcar – ou até sem açúcar -, o que ajudou sua marca registrada, a Pepsi, a ganhar participação.

Os comentários foram feitos um dia depois de o presidente Donald Trump ter dito em uma publicação no Truth Social que a rival da Pepsi, a Coca-Cola concordou em usar açúcar de cana nas bebidas da Coca-Cola vendidas nos EUA em vez de xarope de milho. A Coca-Cola não confirmou o acordo.

Laguarta disse que a PepsiCo está acompanhando as preferências dos consumidores em questões como açúcar e ingredientes naturais. “Se o consumidor nos disser que prefere produtos com ingredientes naturais, daremos ao consumidor produtos que tenham ingredientes naturais”, disse ele.

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