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Stellantis: diante de avanço chinês, plano de € 60 bilhões e foco global e regional em marcas

Marcas globais como Fiat, Jeep e Peugeot terão 70% dos recursos para produtos, em plano do CEO global Antonio Filosa

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Formada a partir da fusão da Fiat Chrysler com o PSA Group, a Stellantis nasceu como um dos maiores grupos automotivos do mundo em janeiro de 2021 e a ambição de promover um portfólio de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Chrysler e Opel em um momento de transformação da indústria automotiva, rumo a então novas tecnologias como a eletrificação e a direção autônoma.

Pouco mais de cinco anos depois, o cenário é muito distinto. Carros elétricos ainda ganham relevância, mas a sua adoção perdeu o ímpeto de outrora, especialmente diante da retirada de incentivos em diferentes mercados desenvolvidos.

O mundo de juros perto de zero cedeu espaço para uma era de volta da inflação e de taxas mais altas. E, de forma impactante para o setor, o avanço de empresas chinesas lideradas pela BYD alterou o cenário competitivo da indústria global.

Nessa nova configuração, a Stellantis decidiu adotar um novo plano estratégico para os próximos cinco anos para tentar retomar o apelo junto ao consumidor, que ganhou muitas mais alternativas do que no começo da década.

E os pilares passam por uma nova estratégia de marcas que inclui foco regional, investimentos que chegam a 60 bilhões de euros em novas plataformas de veículos, motores e tecnologias que incluem IA (inteligência artificial) e parcerias com outras companhias, como as chinesas Leapmotor e Dongfeng.

O plano foi apresentado nesta manhã de quinta-feira (21) no Investor Day realizado em sua sede em Auburn Hills, próximo a Detroit, berço da indústria automotiva americana, sob a liderança do CEO global, Antonio Filosa.

O executivo italiano, que completa um ano à frente da Stellantis em junho, sucedeu justamente um dos arquitetos da formação da holding, o português Carlos Tavares, que deixou o cargo no fim de 2024 diante da piora dos resultados operacionais e financeiros.

O desafio passa por reconquistar a confiança de investidores: desde o pico em março de 2024, as ações negociadas na Euronext Paris e na NYSE (Bolsa de Nova York) perderam cerca de 75% do valor, o que derrubou o market cap do grupo para pouco mais de US$ 21 bilhões.

— Em atualização.

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