O CLAI vai se tornar sócio do Patria Investimentos na Omnia DC Holding I, veículo da gestora que será responsável pelo empreendimento da ByteDance, que deve demandar cerca de R$ 200 bilhões em investimentos ao longo de dez anos. O percentual adquirido e os valores envolvidos não foram divulgados.
Com a entrada do CLAI, o projeto passa a reunir capital chinês dos dois lados da mesa. A ByteDance já ocupa o lado da demanda, como locatária exclusiva da estrutura. As obras começaram em janeiro, e o primeiro módulo deve entrar em operação em julho de 2027.
Do outro lado, o fundo estatal entra na oferta, como cotista da holding que irá construir e operar o ativo. O Patria segue como controlador da Omnia, uma operadora de data centers, por meio de dois fundos: o Infra V Master e o Infra V Master Brasil.
O projeto prevê capacidade de 200 megawatts (MW) de TI, com potência total de 300 MW – equivalente ao consumo de uma cidade de cerca de 500 mil habitantes. A área ocupa 70 hectares e será abastecida integralmente por energia renovável, com geração eólica da Casa dos Ventos, que participou da estruturação inicial.
O CLAI não é estreante no país. Criado em 2016 com US$ 5 bilhões voltados à América Latina, o fundo funciona como braço financeiro de grupos chineses na região. Em janeiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia aprovado sua entrada na termelétrica Marlim Azul, em Macaé, também ao lado do Patria.
Sem atuação prévia em data centers no Brasil, o CLAI entra no setor por meio da operação, que é o maior projeto de data center em curso no país, que ainda depende de aval do Cade.
