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Vale Base Metals antecipa plano e quer estar pronta para IPO já em 2026

Preparação da unidade de níquel e cobre da Vale avança, mas listagem ainda não está decidida

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A Vale Base Metals afirma que pretende deixar sua operação de níquel e cobre pronta para uma eventual oferta pública inicial (IPO) até meados deste ano, antecipando o cronograma mencionado anteriormente — embora a decisão final sobre a listagem continue nas mãos dos controladores.

Segundo o CEO da subsidiária da Vale, Shaun Usmar, o plano é tornar o negócio “IPO-ready” até o meio do ano. Em junho do ano passado, o executivo havia indicado que a meta para preparar a unidade da Vale para uma possível abertura de capital era 2027.

“A ideia é deixar o negócio pronto para um IPO para nossos acionistas, algo que estamos buscando fazer por volta do meio deste ano”, disse Usmar em entrevista à BNN Bloomberg durante conferência do setor em Toronto. “Mas não somos os donos. Nosso papel é apresentar opções.”

A unidade tem como acionistas a Vale, que detém cerca de 90%, e a Manara Minerals, braço de investimentos do fundo soberano saudita, o PIF. A eventual listagem dependerá da estratégia desses controladores e das condições de mercado.

Reestruturação

A divisão de metais básicos tem passado por um processo de reestruturação, com foco na redução de custos, menor intensidade de capital e aceleração de projetos.

No mês passado, a Vale Base Metals acertou a venda da maior parte de sua participação em um projeto de níquel no Canadá, enquanto reforça a estratégia de ampliar a produção de cobre na próxima década.

Leia também: Sem M&A no horizonte, Vale centra foco em projetos próprios para ampliar oferta de cobre

O movimento ocorre em um momento mais favorável para o cobre – metal-chave na transição energética – cujos preços subiram cerca de 36% no último ano, avanço muito superior ao do níquel no mesmo período.

Apesar das declarações sobre preparação para IPO, o tema da abertura de capital da Vale Base Metals já foi mencionado em diferentes momentos nos últimos anos, sem que a operação tenha avançado. A eventual decisão dependerá das condições de mercado e da estratégia dos acionistas da controladora.

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