Finanças

Ibovespa fecha em alta na semana, à espera de reforma tributária; dólar cai

Mercado também acompanha avanço da reforma tributária.

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O Ibovespa fechou em alta na semana e quase estável nesta sexta-feira (23), ainda refletindo ajustes após renovar recentemente máxima desde abril de 2022 e pressionado por papéis de commodities como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), enquanto investidores também repercutiram os últimos avanços da reforma tributária no Congresso. Já o dólar terminou a semana em queda e a sessão muito próximo da estabilidade.

Nesta sessão, o principal indicador da bolsa de valores teve alta de 0,04%, aos 119.977 pontos, enquanto que a elevação acumulada semanal foi de 0,18%. No dia, o dólar fechou em alta de 0,13%, a R$ 4,7777, mas fechou em baixa de 0,85% na semana.

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2024 estava em 13,073%, ante 13,073% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 11,02%, ante 11,137% do ajuste anterior. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2026 estava em 10,395%, ante 10,519% do ajuste anterior, e a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,385%, ante 10,503%.

Reforma tributária

Plenário da Câmara dos Deputados 20/12/2022 REUTERS/Adriano Machado

O relator da reforma tributária na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou na noite desta quinta-feira (22) o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que vai modificar o sistema tributário do país. Nesta etapa, as mudanças serão nos impostos sobre o consumo.

Tanto o relator quanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), destacaram que se trata de uma versão preliminar, que deverá ser discutida e poderá sofrer mudanças antes de ser votada. Lira tem reforçado que quer votar a reforma tributária no plenário da Câmara na primeira semana de julho.

EUA

Apesar do desempenho de baixa do dólar na semana, a Guide destacou que investidores estão buscando maior segurança “diante dos fortes elevados angariados pelos índices acionários nesta primeira metade do ano, das expectativa por juros mais altos nas economias centrais e, principalmente, das incerteza sobre quais serão os impactos de uma política monetária contracionista na principal economia do mundo”.

Nos Estados Unidos, o chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, deu declarações ao Congresso na quarta e na quinta-feira reforçando a necessidade de controlar a inflação. Enquanto isso, o Banco da Inglaterra voltou a acelerar o ritmo de aperto monetário na véspera e mais aumentos, enquanto dados mostram desaceleração da economia.

Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos, diz que o movimento do mercado nesta sexta “reflete um dia ‘morno’ para a bolsa brasileira, assim como a semana, que começou bem, testando os 120 mil pontos, mas que teve um banho de água fria com as decisões de política monetária no Brasil e no mundo, em especial nos EUA, onde Jerome Powell sinalizou que apesar da pausa na última reunião, devemos ter mais duas altas na taxa de juros americanos”.

Bolsas mundiais

Wall Street

As ações dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta sexta-feira e encerraram uma semana dominada pelo depoimento do chair do Fed.

Os três principais índices de ações dos EUA perderam terreno em um amplo movimento de venda, com papéis de megacapitalização sensíveis aos juros como o maior peso no índice de tecnologia Nasdaq.

Segundo dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,76%, para 4.348,41 pontos. O Nasdaq recuou 1,01%, para 13.492,52 pontos. O Dow Jones caiu 0,64%, para 33.729,64 pontos.

Europa

As ações europeias caíram nesta sexta, ao final de uma semana repleta de decisões de política monetária que reforçaram a visão de que as taxas de juros podem permanecer mais altas por mais tempo, enquanto as ações da Siemens Energy despencaram após a empresa retirar sua perspectiva de lucro anual.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,34%, a 453,14 pontos, depois de dados mostrarem que o crescimento empresarial da zona do euro estagnou este mês, enquanto a desaceleração da manufatura se aprofundou.

O índice perdeu 2,9% na semana, registrando seu pior desempenho semanal em mais de três meses, com os investidores digerindo mais aumentos nas taxas de juros pelos principais bancos centrais, incluindo o Banco da Inglaterra, o Banco da Noruega e o Banco Nacional Suíço, e o espectro de inflação elevada por mais tempo.

Investidores também se preocuparam com o impacto dos ciclos de aperto monetário prolongados na recuperação econômica global, com temores de uma recessão no Reino Unido aumentando após a alta de 0,50 ponto percentual pelo Banco da Inglaterra nos juros, acima do esperado.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,54%, a 7.461,87 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,99%, a 15.829,94 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,55%, a 7.163,42 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,73%, a 27.209,66 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,06%, a 9.265,80 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,30%, a 5.868,72 pontos.

Ásia e Pacífico

O índice acionário japonês Nikkei devolveu ganhos iniciais e terminou em baixa nesta sexta-feira, registrando a primeira queda semanal após 10 semanas, com os investidores realizando lucros antes de uma esperada onda de vendas no final do mês para reequilíbrio de carteira.

O mercado da China ficou fechado devido a um feriado, mas o índice de Hong Kong voltou da pausa com uma queda de quase 2%.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,45%, a 32.781 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,71%, a 18.889 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC permaneceu fechado.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não teve operações.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,91%, a 2.570 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX não abriu.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,96%, a 3.191 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,34%, a 7.099 pontos.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo.

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