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ETFs de bitcoin nos EUA têm pior sequência de saídas em um ano

Esses fundos são hoje a principal porta de entrada do investidor institucional no mercado de criptomoedas

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Os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos acumularam US$ 3,8 bilhões em saídas nas últimas cinco semanas, segundo dados da plataforma SoSoValue. Trata-se da pior sequência de retiradas desde fevereiro de 2025.

Boa parte dos resgates se concentrou no IBIT, ETF da gestora BlackRock, que tem um BDR na bolsa brasileira. O produto sozinho registrou cerca de US$ 2,3 bilhões em saídas no período.

Esses fundos são hoje a principal porta de entrada do investidor institucional no mercado de criptomoedas. O movimento indica, portanto, uma postura mais cautelosa por parte desse público em relação ao setor.

O fluxo negativo também aumenta a pressão vendedora sobre o bitcoin, já que gestores precisam reduzir exposição ao ativo quando há resgates.

Na manhã desta segunda-feira (23), o bitcoin era negociado na faixa dos US$ 66 mil, com queda de 2,43% no dia. No acumulado mensal, o BTC recuou 26%.

A maior criptomoeda do mercado também vem sendo pressionada pelo aumento da aversão ao risco global, especialmente em meio às tensões políticas e comerciais nos Estados Unidos. A cripto enfrenta ainda uma crise de identidade.

As principais altcoins acompanham o movimento de queda nesta manhã de segunda. A solana (SOL), por exemplo, recua cerca de 6% no dia.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h15.

Bitcoin (BTC):  -2,43%, US$ 66.129,01

Ethereum (ETH): -3,37%, US$ 1.912,39

XRP (XRP): -1,74%, US$ 1,39

BNB (BNB): -2,80%, US$ 606,12

Solana (SOL): -6,01%, US$ 80,07

Outros destaques do mercado cripto

Estudo brasileiro questiona tese do “ouro digital”. A tese de que o bitcoin funcionaria como “ouro digital” segue perdendo força – agora também nas universidades. Um estudo da USP e da PUC-Rio analisou o comportamento da criptomoeda entre 2014 e 2025 e cruzou seus movimentos com indicadores como Nasdaq, dólar e juros. A conclusão: ao longo do período, o bitcoin mostrou correlação crescente com ativos de risco, como ações, e menos com ativos de proteção.

Bancada cripto no Congresso? A indústria cripto no Brasil quer ganhar força política. Inspirados no movimento visto nos Estados Unidos, participantes do setor articulam a criação de uma “bancada cripto” no Congresso. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) sinalizou que pretende inserir o tema nas eleições deste ano. Segundo o jornal Valor Econômico, há expectativa de que a ONG americana Stand With Crypto, que atua na mobilização política pró-cripto, também passe a operar no Brasil.

Bitcoin vai a zero? As buscas pela expressão “bitcoin vai a zero” dispararam em fevereiro nos EUA e atingiram o pico do Google Trends. O movimento coincidiu com fundos de preço no passado. Desta vez, porém, o dado é mais regional: globalmente, o interesse pelo termo vem caindo desde agosto, sugerindo que o medo está mais concentrado no investidor americano, pressionado por ruídos macro domésticos.

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