Os investidores nos EUA estão preocupados com os orçamentos crescentes das empresas para IA. “Há uma ansiedade persistente sobre se esses gastos vão gerar lucros o bastante”, diz Aneeka Gupta, diretora de pesquisa macroeconômica da WisdomTree. “Também temos um movimento mais amplo de redução de risco, saindo das posições mais ‘lotadas’ após uma alta muito forte”, .
Fato é que a Nasdaq cai 4% no ano. Veja outros movimentos negativos lá de fora, deste ano que mal começou:
Nvidia: -2%
Alphabet (Google): -2%
Apple: -6%
Amazon: -14%
Microsoft: -17%
Não chega a ser instauração de um bear market – embora Microsoft e Amazon flertem com um, agora que suas ações se aproximam dos 20% de queda em menos de dois meses. Mas, definitivamente, o setor de tecnologia dos EUA, motor do mercado global, não vive mais o período de otimismo que caracterizou os últimos anos.
Bom para as bolsas emergentes, como a nossa. No contrafluxo do mercado americano, o Ibovespa experimenta uma alta 15% no ano.
Lá fora, o que sobe mesmo é o pessimismo. Um número recorde de investidores afirma que as empresas estão gastando demais, segundo a mais recente pesquisa com gestores de fundos do Bank of America. Um quarto dos participantes apontou uma “bolha de IA” como o principal risco para os mercados, enquanto 30% disseram que o investimento em IA pelas big techs era a fonte mais provável de uma crise de crédito.
A Amazon está na linha de frente dos gastos com IA, depois de ter anunciado investimentos de US$ 200 bilhões nessa direção. E a Microsoft é a grande investidora do maior expoente da inteligência artificial, a OpenAI, dona do ChatGPT. Não é coincidência ambas estarem puxando as quedas no ano.
