A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) deu sinal verde para a Nasdaq negociar determinados ativos em formato tokenizado – ou seja, como tokens em blockchain, a tecnologia por trás das criptomoedas.
No início, os ativos elegíveis incluem ações do índice Russell 1000 – que reúne as mil maiores empresas listadas no país -, além de alguns ETFs (fundos negociados em bolsa) que acompanham o S&P 500 e outros índices.
Na prática, os produtos tokenizados serão negociados no mesmo livro de ofertas que os títulos tradicionais e terão o mesmo preço e os mesmos direitos (como dividendos e voto).
O pedido havia sido apresentado em setembro do ano passado e faz parte de um movimento de players do mercado acionário tradicional em direção ao ecossistema cripto – que permite liquidações mais rápidas e negociações 24 horas por dia, sete dias por semana.
Em janeiro, por exemplo, a Bolsa de Nova York (NYSE) anunciou que está desenvolvendo uma plataforma para negociação e liquidação de ações e outros valores mobiliários tokenizados. Na época, a empresa afirmou que iria buscar as aprovações regulatórias necessárias para tirar o projeto do papel.
O movimento também avança no Brasil. No fim do ano passado, a B3 anunciou que está trabalhando em uma plataforma de tokenização e pretende lançar uma stablecoin lastreada em reais (ou seja, com paridade com a moeda brasileira) já no primeiro semestre deste ano.
A Anbima também lançou um projeto-piloto de tokenização – com inscrições abertas até 27 de março – para que instituições financeiras testem, em um ambiente simulado e supervisionado, as etapas do ciclo de vida de debêntures e fundos de investimento.
Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h25.
Bitcoin (BTC): -4,30%, US$ 69.821,62
Ethereum (ETH): -4,47%, US$ 2.159,22
XRP (XRP): -2,07%, US$ 1,45
BNB (BNB): -3,02%, US$ 642,70
Solana (SOL): -2,81%, US$ 89,17
Outros destaques do mercado cripto
Regulação cripto volta ao centro do debate. No Merge, evento cripto que acontece em São Paulo, a regulação de stablecoins voltou ao centro das discussões. Um representante do Banco Central afirmou que um dos maiores desafios é a pressão externa e a necessidade de coordenação entre diferentes grupos e interesses. Do outro lado, players do setor criticaram as regras do órgão, apontando falta de proporcionalidade.
FTX vai devolver R$ 11 bilhões. A massa falida da FTX, que quebrou em 2022 e deixou milhares de investidores no prejuízo, vai pagar, no dia 31 deste mês, cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões) a clientes prejudicados. Esse será o quarto repasse desde a aprovação do plano de recuperação, no fim de 2024. Até aqui, cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões) já voltaram para as mãos dos credores.
Exchange pisa no freio do IPO. A exchange cripto Kraken, sediada nos EUA, decidiu segurar seus planos de abertura de capital. Motivo? O mercado não está nada favorável. A queda recente do mercado cripto esfriou valuations (quanto as empresas valem, na visão do mercado) e o apetite dos investidores. Apesar da pisada no freio, a companhia não abandonou a ideia de listar ações.
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