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Vai viajar para a Europa? Euro no menor nível em dois anos e meio abre janela de oportunidade

Moeda europeia chegou a R$ 5,89 nesta semana e até o Tesouro Nacional decidiu aproveitar o momento com uma captação

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Vai viajar para a Europa nos próximos meses ou em até um ano? Este é um momento de aproveitar a tendência global de queda do euro para guardar recursos. A moeda única da União Europeia tem oscilado nas menores cotações frente ao real desde junho de 2024, ou seja, na melhor janela em dois anos e meio.

Não por acaso o Tesouro Nacional acaba de lançar uma captação internacional com emissão de títulos no montante de 5 bilhões de euros.

Como o movimento do gestor da dívida soberana do país funciona como uma espécie de “abre-alas” para o mercado de emissões privadas, o esperado é que o fluxo de entrada da moeda europeia no país continue mais forte com captações futuras de grandes grupos empresariais brasileiros.

O euro foi negociado ante o real a R$ 5,89 no fechamento da quarta-feira (15). No ano, a moeda europeia acumula queda de 9%.

Além de só comprar a moeda europeia, quem vai viajar em um horizonte de alguns meses a até um ano pode acumular o recursos por meio de investimentos.

Isso significa aplicar os recursos em produtos de curto prazo e alta liquidez, semelhante aos fundos DI, Tesouro Selic e CDBs que podem ser resgatados a qualquer momento no Brasil.

Por meio das principais plataformas de contas globais, como Avenue, Wise, Nomad e Revolut, ou de bancos que oferecem essa opção, como Nubank, C6 Bank, Inter, XP e Santander, investidores podem acessar opções de produtos que rendem juros em euros.

A Wise conta até mesmo com uma “caixinha”, chamada de Rende+, para quem busca aplicar em euros no curto prazo. A aplicação tem liquidez diária, rende 1,75% ao ano em euros, já com desconto da taxa operacional de 0,26%, e tem aplicação mínima de 1 euro.

A caixinha, na verdade, aplica os recursos no chamado “money market” europeu. Trata-se de uma espécie de “fundo DI” em euros. São veículos de curtíssimo prazo com liquidez diária, que são considerados como dinheiro em caixa pelos aplicadores.

Esse tipo de fundo “money market” em euros também pode ser acessado diretamente pelas plataformas das contas globais. O retorno atual está em torno de 1,75% a 2% ao ano.

Outra estratégia que o turista brasileiro pode usar é aproveitar os juros locais elevados e acumular os recursos da viagem em produtos com liquidez diária e atrelados à taxa Selic ou ao CDI. São, basicamente, os fundos DI, CDBs que rendem 100% do CDI ou o Tesouro Selic.

Mesmo em meio a um ciclo de corte do juro básico, o retorno vai ficar acima de 12,5% ao ano, que é o nível da Selic projetado pelas instituições financeiras para o fim de 2026, segundo o boletim Focus do Banco Central. Trata-se de um juro médio acima de 1% ao mês até o fim deste ano.

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A combinação da renda fixa com a desvalorização da moeda europeia até abril, por exemplo, já significou um ganho de quase 13%. Isso porque o CDI acumula um retorno de 3,8% em 2026 até abril, enquanto o euro tem uma queda de 9% ante o real no ano.

Existe, no entanto, um risco significativo e imprevisível: o de o cenário atual se inverter e o euro passar a subir. Isso pode ocorrer devido a fatores que vão desde uma piora no cenário da guerra no Irã até o aumento da volatilidade conforme se aproximem as eleições aqui no Brasil.

A melhor estratégia, portanto, continua sendo fazer o que se chama de “câmbio médio”, ou seja, comprar ou aplicar regularmente em euros até perto do embarque.

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