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Com rumores sobre ida à Copel, ex-Eletrobras seria ‘CEO da privatização’?

Renúncia de Wilson Ferreira pega mercado de surpresa e abre margem para especulações.

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A renúncia de Wilson Ferreira Jr., CEO da Eletrobras, ainda sem a divulgação de um motivo concreto abriu margem para especulações no mercado financeiro, com rumores indicando que o movimento seria uma troca para outra empresa do setor elétrico: A Copel. 

Wilson Ferreira. 29/01/2019 Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Analistas não escondem a surpresa com a renúncia, bem como seu impacto negativo na ação (ELET3), em meio a relatos de divergências com o próprio conselho da empresa.

“A notícia da renúncia de Wilson Ferreira Jr, executivo referência no meio, pode levantar alertas no mercado sobre os motivos que o levaram a fazer isso”, resume o analista da Guide Investimentos, Eduardo Siqueira, em comentário. 

Da mesma forma, também não descartam ingerência política na companhia. “A empresa vem passando por forte pressão do governo e críticas elevadas a sua privatização”, comentou pelo Twitter Dan Kawa, sócio-gestor da We Capital.

Porém, a principal dúvida é: para onde irá o executivo? Rumores entre especialistas do setor dão conta de que o destino de Ferreira é a Copel (CPLE6). A elétrica paranaense recém-privatizada elevou a expectativa de privatização de outras estatais estaduais

Vale lembrar que o próprio Ferreira assumiu a direção da Eletrobras em 2016, indicado pelo ex-presidente Michel Temer, para acompanhar o processo de privatização da então estatal elétrica desde o início. Porém, em 2021 ele deixou a empresa, alegando que o processo havia perdido força por causa da pandemia. 

Em 2022, quando reassumiu o cargo na elétrica, a empresa já havia sido privatizada. À época, o executivo havia deixado o comando da Vibra Energia (VBBR3) cerca de um mês antes, onde comandou a nova identidade visual da distribuidora de combustíveis, anteriormente conhecida como BR Distribuidora, então subsidiária da Petrobras (PETR3 e PETR4).

Com expertise no setor de energia e experiência em várias empresas que passaram por processo de desestatização, as apostas estão lançadas. Afinal, Wilson Ferreira não pediria para sair da Eletrobras “apenas” por rixas internas ou pressão por parte do governo federal. Até porque, diante da longa trajetória, tudo isso já faz parte da carreira do executivo. 

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