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‘Não somos empresa de vários negócios, cacau é o centro’, diz CEO da Cacau Show após compra do Playcenter

Recentemente, empresa também entrou para o ramo hoteleiro.

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“É importante frisar que não somos uma empresa de vários negócios, o cacau é o centro de tudo”. A frase foi dita nesta quinta-feira (22) por Alê Costa, CEO da Cacau Show, ao comentar a compra do Playcenter anunciada dois dias atrás. 

Em evento promovido pelo BTG Pactual, o empresário se diz “super animado” com o negócio, que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para se concretizar. 

Alê Costa, CEO da Cacau Show (Imagem: Reprodução/Apresentação do BTG Summit 2024)

Mas ele negou que a empresa de chocolates esteja mirando numa mudança de ramo. Costa afirmou que o foco seguirá em oferecer desde chocolates aos clientes “até colocar a pessoa pra dormir num quarto com tema de cacau”. Recentemente, a empresa entrou para o setor hoteleiro, operando um resort em Campos do Jordão (SP), o Bendito Cacao Resort & Spa. 

“A gente entende que todos esses negócios estão no mesmo ecossistema”, afirmou. 

Cacau Show na bolsa? Não tão cedo 

Questionado sobre a possibilidade de de abertura de capital da empresa, que tem mais de 4,2 mil lojas pelo Brasil, o CEO indicou que a possibilidade de a Cacau Show passar a ter ações negociadas na bolsa de valores é baixa. Atualmente, a família é detentora de 99% das ações, e o 1% restante está distribuído entre diretores.

“Precisa ter razão para isso”, afirmou Costa sobre um IPO, emendando que “hoje é uma empresa que não tem dívida, tem liquidez”. Para que o empresário mude de ideia, ele conta que precisaria existir um “grande projeto” que demandasse a busca por dinheiro no mercado financeiro. “Precisa ter um motivo, e eu não vejo ele hoje.”

Outro ponto considerado é o conjunto de exigências ao qual as empresas de capital aberto ficam sujeitas. “Se eu fosse empresa aberta, eu não sei o quanto teria que convencer as pessoas pra comprar o Playcenter”, exemplifica Costa. 

Ele conta que a negociação foi simples: ele se reuniu com o dono do Playcenter, Marcelo Gutglas, e “demorou 15 minutos a negociação”, conta Costa. “Não foi contratado nenhum banco para fazer isso.”

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