O lucro da BYD aumentou 14% no primeiro semestre, impulsionado pela forte demanda por seus carros elétricos e pela expansão agressiva nos mercados internacionais.

O lucro líquido totalizou 15,5 bilhões de yuans (cerca de US$ 2,2 bilhões) no semestre encerrado em 30 de junho, informou a montadora em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (29). A receita subiu 23%.

O forte início de ano da BYD agora abre caminho para um segundo semestre mais desafiador.

Os descontos aplicados pela montadora no final de maio a colocaram no foco dos analistas do setor, enquanto Pequim busca conter os cortes implacáveis ​​de preços que, temem, minarão o valor da marca e pressionarão financeiramente até mesmo empresas bem capitalizadas.

Até o momento, a campanha teve efeito limitado, com as principais marcas de automóveis, incluindo a BYD, mantendo os descontos intactos, aprofundando-os ou reduzindo-os apenas ligeiramente em julho. Mas isso colocou o setor em alerta e deixou as montadoras tentando atingir sua meta anual de vendas sem uma das armas mais potentes de seu arsenal.

Os desafios da BYD

A BYD, agora a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, vendeu um total de 2,15 milhões de veículos — incluindo modelos elétricos a bateria e híbridos plug-in — no primeiro semestre, aumento de 33% em relação ao ano anterior. Isso representa menos da metade de sua meta anual de 5,5 milhões de unidades.

A montadora também observou uma mudança notável no mercado doméstico no segundo trimestre.

Embora os carros elétricos tenham continuado a apresentar forte crescimento, as vendas de híbridos diminuíram em relação ao ano anterior. Isso tornou a investida internacional da BYD cada vez mais importante.

A unidade tailandesa da empresa exportou veículos elétricos para a Europa pela primeira vez, incluindo para o Reino Unido, Alemanha e Bélgica, de acordo com a Xinhua.

Apesar dos desafios da BYD, os analistas estão otimistas quanto às perspectivas da empresa.

Os números de vendas mais fracos em julho se devem à demanda doméstica mais fraca na baixa temporada do verão, à prioridade da BYD na normalização dos estoques de canal, bem como à disciplina de preços mais rigorosa, escreveram analistas do HSBC.