As discussões, porém, ainda estão em estágio inicial. As conversas envolveram bancos e firmas de investimento. Os negociadores ainda estão levantando as futuras necessidades de capital do negócio. O governo britânico, porém, deseja que qualquer IPO ocorra em Londres, que tem enfrentado escassez de listagens nos últimos anos.
Em junho, o Reino Unido escolheu a Rolls-Royce para fornecer a tecnologia dos primeiros pequenos reatores modulares (SMRs) do país, considerados uma alternativa mais barata e simples para expandir a energia nuclear. O processo fez parte de uma competição iniciada há quase dois anos e resultará na construção de três unidades SMR pela companhia.
O governo britânico aposta em uma “era de ouro” da energia nuclear, vista como essencial para alcançar as metas de energia e clima do país. Como parte desse esforço, já anunciou investimentos de £14,2 bilhões (US$ 19 bilhões) em um projeto atômico de maior porte em Suffolk.
Tecnologia promissora
Um SMR é um tipo de reator projetado para gerar energia nuclear em escala reduzida, quando comparado aos reatores tradicionais usados em grandes usinas.
Principais características:
- Potência menor: geralmente até 300 megawatts elétricos (MWe), contra 1.000 MWe ou mais de um reator convencional.
- Projeto modular: podem ser fabricados em série, transportados prontos e instalados em diferentes locais.
- Mais seguro: utilizam tecnologias avançadas de resfriamento passivo e sistemas automáticos de contenção, reduzindo riscos de acidentes.
- Flexibilidade de uso: podem ser instalados em regiões isoladas, em substituição a usinas a carvão/gás, ou até em projetos militares, como navios e submarinos.
- Custos menores e escalabilidade: reduz os altos custos e prazos de construção típicos de grandes usinas nucleares.
Aplicações possíveis:
- Geração de energia elétrica em cidades médias ou áreas remotas.
- Apoio a indústrias de alta demanda energética, como mineração.
- Uso em navios, submarinos e até bases militares.