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Análise

Morning Call: a sexta-feira mais esperada do mês pode mudar o rumo dos mercados

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

Publicado

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Jerome Powell, chair do Federal Reserve 15/07/2021 REUTERS/Kevin Lamarque

Cenário global e bolsa de valores

As bolsas europeias operam próximas da estabilidade nesta sexta-feira, aguardando o discurso do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole (11h), que pode dar pistas sobre o cronograma para redução de seu programa de compra de títulos (tapering), que seria o primeiro passo para a redução dos estímulos monetários e traz impactos diretos e indiretos para as economias globais. Powell provavelmente indicará que a redução gradual das compras de ativos pode ser apropriada até o final deste ano se a economia continuar a progredir. Mas, ontem ganhou força a especulação de que a redução dos estímulos, que somam US$ 120 bilhões / mês na compra de títulos, pode ser decidida na reunião do Fomc de setembro, para começar em outubro. Se isso for confirmado, os ativos vão reagir, já que só se esperava o aperto mesmo em 2022. Na agenda econômica, o destaque vem do Departamento do Comércio americano, que divulgará o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de julho, um dos dados mais analisados pelo próprio Fed e importante para decisões de política monetária. 

O índice pan-europeu STOXX 600 apresenta uma cotação estável, com uma leve alta sustentada pelos setores de mineração e petróleo, compensando perdas nas ações de viagens e lazer. Os preços do petróleo avançam hoje à medida que as empresas de energia começaram a parar a produção no Golfo do México antes de um possível furacão no fim de semana, enquanto os preços dos metais subiam em linha com um dólar mais fraco. As bolsas da China subiram nesta sexta-feira depois que os investidores mostraram alívio com a maior injeção semanal de dinheiro no sistema bancário pelo banco central desde fevereiro, e depois de autoridades pedirem mais suporte financeiro para empresas de varejo e comerciais.

O e-mini do S&P 500 subia 0,29%, a 4.479 pontos; O índice pan-europeu STOXX 600 tinha alta de 0,05%, a 470,57 pontos; Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,04%, a 7.122 pontos; Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,03%, a 15.798 pontos; Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,09%, a 6.660 pontos; Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha valorização de 0,28%, a 25.934 pontos; Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 0,25%, a 8.870 pontos; Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 0,37%, a 5.311 pontos; O petróleo tipo Brent em Londres avançava 1,53%, a 72,16 dólares por barril; Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,36%, a 27.641 pontos; Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,03%, a 25.407 pontos; Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,59%, a 3.522 pontos.

Cenário no Brasil

No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa a partir das 12h do Seminário Esfera Brasil “O Futuro dos Bancos”. Isso sem tirar a cena política do radar, depois de o presidente Jair Bolsonaro assegurar que os atos previstos para 7 de setembro de apoiadores do governo serão pacíficos. Ele ainda reforçou que o Brasil enfrenta uma crise hídrica e pediu que as pessoas ajudem a economizar energia elétrica.

Ibovespa

Após dois pregões de forte recuperação, o Ibov esgotou o fôlego e entregou os 120 mil pontos conquistados na véspera, dando um banho de água fria nos investidores. Com giro de R$ 30,9 bilhões, o índice à vista fechou em queda de 1,73%, aos 118.723,97 pontos. A pausa no otimismo em NY piorou o que já ia mal por aqui, com a crise hídrica e a revisão de projeção de crescimento econômico menor. Antecipando o impacto no consumo, as construtoras, shoppings e varejistas caíram em bloco. 

O IBOV começa a ameaçar a sua tendência de alta no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos, porém um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, em seguida romper abaixo dos 124 mil, 120 mil pontos e por último os 117 mil pontos, além disso segue se consolidando abaixo da média móvel curta (21 períodos). O Investidor estrangeiro retirou R$ 106,87 milhões da B3 em 24 de agosto, porém no acumulado de agosto, estrangeiro ingressou com R$ 7,25 bilhões líquidos; no ano, o saldo é positivo em R$ 47 bilhões.

Indicadores econômicos e eventos
Aneel divulga bandeira tarifária para setembro
FGV: Confiança da indústria de agosto (8h)
IBGE: Índice de preços ao produtor de julho (9h)
BC / Nota de crédito: Crédito livre em julho (9h30)
EUA / Dpto Comércio: renda pessoal de julho, gastos com consumo, índice de preços de gastos com consumo (PCE) (9h30)
Powell participa do Simpósio de Jackson Hole (11h)
EUA / Universidade de Michigan: índice de sentimento do consumidor final de agosto (11h)
EUA / Baker Hughes: poços de petróleo em operação (14h)

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