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Análise

Morning Call: apesar da bateria de balanços, o mercado olha para inflação e juro

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Tempo médio de leitura: 4 minutos

Cenário global e bolsa de valores 

Nesta quinta-feira, os mercados externos estão ligados ao possível aperto da política monetária pelo Federal Reserve e isso deve fazer preço nas principais bolsas globais, após divulgação de dados de inflação norte-americana. Com esta nova expectativa, o dólar disparou para máxima de 16 meses depois de dados mostrarem alta da inflação nos Estados Unidos, reacendendo as apostas em um aumento de juros pelo Fed no ano que vem. Juros mais altos em mercados desenvolvidos reduzem a atratividade de ativos mais arriscados em mercados emergentes como o Brasil.

O índice de preços ao consumidor nos EUA subiu 0,9% no mês passado, após alta de 0,4% em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice aumentou 6,2%, o maior avanço anual desde novembro de 1990, após salto de 5,4% em setembro. O feriado do Dia dos Veteranos nos Estados Unidos fecha hoje o mercado de Treasuries e deve prejudicar a liquidez, embora as bolsas em NY funcionem em horário normal. Ainda na agenda internacional, tem PIB no Reino Unido e reunião de política monetária no México (16h), que pode mexer com o peso mexicano. 

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira com destaque para a China, onde o índice de Xangai  avançou de forma consistente, 1,15% a 3.532,79 pontos. A alta foi puxada pelos papéis de incorporadoras diante de sinais de que Pequim poderia voltar a estimular o setor. Também a Evergrande contribuiu com o bom humor após uma série de pagamentos de bônus para evitar default. Várias incorporadoras tiveram mais de 10% de alta no pregão chinês. Em Tóquio, o Nikkei também registrou alta de +0,59%, a 29.277,86 pontos, com destaque para o setor financeiro diante da perspectiva de juros mais altos após inflação acima do esperado nos EUA. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de +1,01%, fechando a 25.247,99 pontos.

Futuros: Dow Jones (+0,13%), S&P 500 (+0,36%), Nasdaq (+0,65%); Petróleo: Brent a US$ 83,27 (+0,76%); WTI a US$ 81,98 (+0,79%); Ouro: + 0,81%, a US$ 1.863,20 a onça-troy na Comex; Treasuries: Mercado Fechado nos EUA. Bolsas na Europa: Londres (+0,36%) a 7.366,28; Frankfurt (+0,21%) a 16.102,33; Paris (+0,28%) a 7.064,75; Madrid (-0,19%) a 9.124,80; Índice Stoxx 600 (+0,19%) a 483,50.

Cenário no Brasil 

Aqui, depois de mais uma confirmação de inflação persistente em outubro, com dados do IPCA, os investidores ficaram mais convictos de uma aposta maior para o aumento da Selic em dezembro. Hoje, o destaque da agenda doméstica é o ritmo da atividade, com as vendas no varejo (9h). A PEC dos Precatórios continua no radar, com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que ficará a cargo da relatoria da PEC dos Precatórios na Casa, afirmando acreditar que há chances de os senadores manterem o texto aprovado pela Câmara, porém não descartou que possa ser aprimorado. 

O dia também será carregado de balanços corporativos, com Raízen, Cemig, Azul, Lojas Americanas, B3, brMalls, CCR, Cyrela, Eztec, Hapvida, IRB, Soma, Magazine Luiza, Lojas Renner, Natura, Qualicorp, Rumo, Sabesp e PagSeguro.

Ibovespa 

O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão seguido na quarta-feira, refletindo alívio com a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, enquanto as ações do Bradesco dispararam após executivos do banco adotarem um tom mais positivo para 2022. O IBOV subiu 0,41%, a 105.967,51 pontos, com volume financeiro de R$ 32,4 bilhões. 

O IBOV entrou em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após operar abaixo da média móvel curta (21 períodos) e romper o fundo formado no dia 20 de setembro aos 107.500 pontos. Qualquer movimento positivo neste momento será considerado um repique de alta, dentro da tendência principal de baixa, portanto é necessário mais tempo e mais confirmações para reverter esta tendência.

Indicadores econômicos e eventos
Brasil: Balanços de Azul, antes da abertura, e de CCR, Rumo, B3, Cyrela, IRB, Americanas SA, Lojas Americanas e Magazine Luiza, após o fechamento do mercado
EUA: Feriado de Dia dos Veteranos mantém mercado de Treasuries fechado
Áustria: Opep divulga relatório mensal sobre perspectiva de mercado
IBGE: Vendas no varejo em setembro (9h)
México: BC divulga decisão de política monetária (16h)
Paulo Guedes deve participar da Conferência Itaú Macro Vision 2021 (17h)

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