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Análise

Morning Call: bolsa, juros e câmbio devem reagir a novidades no cenário local

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje, os destaques de ontem e uma breve análise do índice Bovespa.

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Destaques (José Falcão Castro):

Aqui no Brasil, ontem o dia estava indo melhor seguindo NY, apesar de o país estar à beira de um colapso da saúde, do estresse na curva de juros e do dólar perto de R$ 5,60. Mas a notícia de que o governo decidiu elevar a CSLL dos bancos para compensar a isenção do diesel enfraqueceu o mercado e a bolsa brasileiro poderá sentir o peso desta medida ainda hoje;

Os mercados de juros e câmbio devem abrir os negócios desta terça-feira reagindo às novidades do cenário local, por aqui, além dos risco fiscal associado à desidratação da PEC Emergencial, a decisão de ontem do governo federal para elevar impostos sobre bancos a fim de compensar a isenção do PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha fica no foco do investidor;

Hoje, o fato do cenário externo se mostrar desfavorável à tomada de risco, conforme rendimentos dos Treasuries, acima de 1,4%, pode ser outro fator de pressão sobre ativos locais;

Neste momento, os índices futuros em Nova York recuam; Dow Jones cai 0,28%, S&P 500 (-0,43%) e Nasdaq (-0,49%); 

Na Zona do euro, o CPI (inflação) subiu 0,9% em fevereiro na base anual (consenso era de +1,0%); na Alemanha, as vendas no varejo caíram 4,5% em janeiro ante dezembro (previsão era de queda de 1%), porém a bolsa de Frankfurt sobe 0,21% neste momento, Londres (+0,52%) e Paris (+0,24); na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou em baixa de 0,86% e Xangai recuou 1,21%;

Commodities: petróleo Brent para maio cai 0,27%, cotado a US$ 63,52 o barril; WTI para abril recua 0,08%, para US$ 60,59%; Ouro para abril sobe 0,30%, negociado a US 1.717,90 a onça-troy; EUA: yield da T-note de 10 anos cai a 1,439%, de 1,446% no fechamento ontem; do T-bond de 30 anos, estável a 2,222%.

Cenário global e bolsa brasileira ontem (Murilo Breder):

O Ibovespa fechou em alta de 0,27% nesta segunda-feira (1) impulsionado principalmente pelo bom desempenho das bolsas americanas. Além do recuo das treasuries americanas, que atingiram 1,6% na semana passada e agora recuam para 1,44%, a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão na Câmara dos Representantes animaram os investidores internacionalmente.

Por aqui, o foco segue na votação da PEC Emergencial, cujo parecer deve ser lido amanhã. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que o auxílio emergencial será pago até junho deste ano em parcelas de R$ 250, apesar da PEC Emergencial ainda não ter acordo para votação.

No cenário corporativo, destaque para a estreia de Assaí (ASAI3), que disparou impressionantes 386% enquanto o Pão de Açúcar (PCAR3) despencou 66%. O motivo de movimentos tão antagônicos é o preço de abertura de ASAI3, definido em R$ 14,70 com base em seu percentual do capital social dentro do Grupo Pão de Açúcar. Porém, assim que a negociação do papel começou, as ações dispararam com o mercado igualando os múltiplos praticados entre Assaí e Grupo Mateus (GMAT3), empresa que atua no mesmo segmento na Bolsa.

Já a queda de PCAR3 não significa que o mercado não gostou da cisão. Pelo contrário. O Pão de Açúcar fechou a última sexta-feira negociado em R$ 83. Somando as cotações de PCAR3 e ASAI3 ao final do pregão, o valor ultrapassa os R$ 94,73, 14% acima dos R$ 83 da última sexta-feira. Como cada acionista de Pão de Açúcar recebeu uma ação de ASAI3 para cada PCAR3, quem possuía as ações de Pão de Açúcar teve uma bela valorização nesta segunda pois a alta de ASAI3 mais do que compensa a queda de PCAR3.

Hapvida (HAPV3, +5,3%) e Notredame Intermédica (GNDI3, +3,41%) também tiveram um dia positivo, com o mercado reagindo bem à confirmação de fusão entre as duas companhias.

A alta só não foi mais expressiva pois, ao final do dia, a notícia de que o governo irá taxar os bancos derrubou as ações do setor. A ideia é utilizar esse imposto para compensar os R$ 3,6 bi em tributos sobre diesel e gás de cozinha. No entanto, o tiro pode sair pela culatra já que há uma expectativa de que os bancos repassem esse aumento no crédito ao consumidor. Dessa forma, a taxação dos bancos pode complicar ainda mais a vida de quem necessita de empréstimos.

Indicadores
Brasil:
Fenabrave: vendas de veículos em fevereiro
FGV: IPC-S Capitais (8h)
Via Varejo, Ferbasa e Eternit divulgam 4TRI após o fechamento
EUA:
API: estoques de petróleo (18h30) 
Europa:
Zona do euro: Eurostat: prévia da CPI de fevereiro (7h)
Ásia:
Japão/Jibun Bank: PMI composto de fevereiro (final) (21h30)
China/Caixin: PMI composto de fevereiro (final) (22h45)

* Esse é um conteúdo de análise de um especialista de investimentos da Easynvest, sem cunho jornalístico. 

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