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Análise

Morning Call: bolsas repercutem declarações do Fed, mas o Ibovespa segue firme

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Cenário global e bolsa de valores 

A sinalização do Banco Central americano de um aumento dos juros em março e de aperto contínuo da política monetária continua repercutindo no mercado nesta quinta-feira, com as bolsas de valores e moedas de mercados emergentes em queda. O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou ontem que altas subsequentes dos juros e uma eventual redução na carteira de ativos do Fed seguirão conforme necessário para combater as altas dos preços. Os comentários provocaram apostas de mais aperto pelo Fed do que o especulado. Para completar o ambiente de mais pessimismo, a tensão dos investidores é aumentada pelas preocupações com a tensão geopolítica entre Rússia e Ucrânia, que além dos fatores humanos, seria danoso para a economia e principalmente para o mercado de energia, mantendo os preços do petróleo em máximas de sete anos e pressionando ainda mais a inflação ao redor do mundo. 

Em dia de PIB nos EUA (10h30) e balanço da Apple (à noite), NY deve seguir absorvendo a mensagem de Powell, que Abriu margem para especulações e mais volatilidade, depois de uma primeira reação tensa dos negócios em Wall Street à frustração com o que Powell deixou de esclarecer. O tombo foi grande nas bolsas asiáticas no dia após o Fed. As principais bolsas caíram fortemente, lideradas por Seul, onde o índice Kospi perdeu -3,50%, em Tóquio, o índice Nikkei teve queda de -3,11% e o Hang Seng perdeu -1,99% em Hong Kong, na China, o Xangai perdeu -1,78%. Já as bolsas europeias na abertura havia pouco movimento nesta quinta-feira, Às 7:53 (de Brasília), o índice pan-europeu STOXX 600 .STOXX subia 0,05%, a 467,54 pontos, com a maioria dos principais mercados e setores regionais no vermelho.

Cenário no Brasil e Ibovespa

Aqui, o cenário político sempre segue no radar. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não aceita que o governo federal banque uma eventual perda de arrecadação tributária dos Estados na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que deve apresentar ao Congresso em breve, que permitirá a ele e aos governadores reduzir ou mesmo zerar impostos estaduais ou federais que incidem sobre combustíveis, energia elétrica e gás de cozinha. 

O principal índice da bolsa brasileira subiu na quarta-feira, mas perdeu força no final, após o Federal Reserve (Fed) manter taxa de juro e os recados de Jerome Powell, pressionarem as bolsas em Wall Street, com perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos nos próximos meses. O dólar subiu e a bolsa desacelerou o fôlego, mas a reação negativa foi amortecida, porque o Brasil continua vendo a cor do dinheiro estrangeiro e em 10 pregões, o total está positivo em R$ 17,92 bilhões (10 positivos e 0 negativos). O Ibovespa avançou 0,98%, a 111.289,18 pontos, com volume financeiro de R$ 30,6 bilhões, dentro da média diária dos últimos pregões, um volume bom. 

O Ibovespa entrou em tendência de alta no curto prazo ao romper acima dos 109.000 pontos, o que vem gerando um sentimento de maior otimismo, porém mais movimentos positivos serão necessários para reverter a tendência atual de baixa consolidada no longo prazo. A próxima resistência seria em torno de 115.000 pontos, porém antes pode haver movimentos naturais de correção ou até mesmo oscilar de forma lateral. 

Indicadores econômicos e eventos
EUA: Balanços de Mastercard e McDonald’s, antes da abertura, e de Apple e Visa, após o fechamento do mercado
FGV: Confiança da indústria em janeiro (8h)
África do Sul: Decisão de política monetária (10h)
EUA/Deptº do Comércio: PIB preliminar do 4TRI (10h30)
EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 22/01 (10h30)
EUA/Deptº do Comércio: encomendas de bens duráveis em dezembro (10h30)
EUA/NAR: vendas pendentes de imóveis em dezembro (12h)
CMN promove reunião mensal (15h)
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