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Finanças

Morning Call: dados econômicos vêm fortes, mas a inflação vem junto e preocupa

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

Cenário global e bolsa de valores

A atividade empresarial da zona do euro melhorou muito no mês de julho, crescendo no ritmo mais rápido em 15 anos, com a suspensão de mais restrições e a aceleração da vacinação contra o coronavírus deram impulsos ao setor de serviços do bloco, mostrou nesta quarta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). Mas existe um efeito colateral nesta rápida retomada das atividades, há problemas nas cadeias produtivas e escassez de mão de obra, que foram quebradas durante a pandemia com a paralização das atividades e agora levam os preços de insumos a subir no ritmo mais forte em mais de duas décadas, além disso, os temores de mais contenções contra a variante Delta da Covid-19 afetaram, de certa forma, o otimismo. Ainda no exterior, os mercados operam na expectativa pelo relatório de empregos nos Estados Unidos a ser divulgado na sexta-feira, quando buscarão pistas sobre o ritmo do aperto monetário no país.

Hoje há um sentimento global mais calmo, e as bolsas europeias seguem neste clima. Mas pelo lado negativo nos balanços corporativos, o o resultado do banco alemão Commerzbank (-4,74% na bolsa de Frankfurt), teve prejuízo de 527 milhões de euros no segundo trimestre. Pelo lado positivo, os investidores gostaram do PMI do setor de serviços da China que subiu de 50,3 em junho para 54,9 em julho. Na Europa, os PMIs foram mistos. Na zona do euro, o PMI composto final subiu de 59,5 em junho para 60,2 em julho, e o consenso era de 60,6; o PMI de serviços final avançou de 58,3 em junho a 59,8 em julho, ante consenso de 60,4 – ambos ligeiramente aquém das expectativas, mas em alta e bem a cima da zona de expansão de 50 pontos. Na Alemanha, o PMI composto final subiu de 60,1 em junho para 62,4 em julho, novo recorde, mas no Reino Unido, o PMI composto final caiu de 62,2 em junho para 59,2 em julho, mínimo em quatro meses.

Ásia: bolsa de Xangai fechou em alta de 0,85%, aos 3.477,22 pontos; Em Tóquio, índice Nikkei caiu 0,21%, para 27.584,08 pontos; Em Seul, Kospi ganhou 1,34% , aos 3.280,38 pontos; em Hong Kong, Hang Seng valorizou 0,88%, para 26.426,55 pontos; Europa: índice Stoxx 600 sobe 0,63%, aos 468,30 pontos; Bolsa de Frankfurt opera em alta de 0,85%, Londres +0,39%, Paris +0,62% e Madri -0, 03%; NY / Pré-Mercado: Dow Jones cai 0,12%, S&P 500 -0,09% e Nasdaq + 0,03%; Petróleo: Brent para outubro cai 0,25%, para US $ 72,23 o barril; WTI para setembro recua 0,48%, cotado a US $ 70,22 o barril; Ouro para dezembro sobe 0,12%, cotado a US $ 1.816,35 a onça-troy;

Mercados no Brasil

 Os receios sobre a cena fiscal no Brasil que vêm afetando os mercados financeiros dividem espaço nesta quarta-feira com a expectativa pela reunião de política monetária do Banco Central e o balanço trimestral da Petrobras, após o fechamento do mercado; Pesquisa da Reuters apontou que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve elevar a taxa Selic de 4,25% para 5,25% nesta quarta-feira, segundo 37 dos 46 economistas. Dentre os resultados corporativos do dia, teremos Banco do Brasil, Gerdau, Braskem e Totvs.

Ibovespa ontem (03/08) e hoje (04/08)

Ibovespa fechou em alta na terça-feira, apoiado particularmente no avanço de mais de 3% das ações da Vale, que ajudou a reverter perdas de parte da sessão, quando prevaleceram os receios sobre a cena fiscal brasileira. Ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira, salvou o fechamento da bolsa brasileira, ao declarar que o Congresso respeitará o teto de gastos, não quer o calote dos precatórios e, por isso, apoia o parcelamento das dívidas, como defende Paulo Guedes. Também descartou o novo Bolsa Família de R$ 400 e trouxe um pouco de alívio para a percepção do mercado com os riscos fiscais. Mas as resistências ao projeto do Imposto de Renda continuam atrasando a votação da reforma tributária e causam preocupação pelos constantes ajustes. O Ibovespa subiu 0,87%, a 123.576,56 pontos, com volume financeiro de R$ 32,2 bilhões. 

TradingView Chart Snapshot

Indicadores econômicos

Indicadores:
Brasil / IHS Markit: PMI Composto de julho e PMI de serviços (10h)
BC: Fluxo cambial semanal e IC-Br de julho ( 14h30)
Copom anuncia decisão sobre a Selic (18h30)
Brasil: Balanços de Gerdau, antes da abertura; e de Banco do Brasil, Braskem, Petrobras e Totvs, após o fechamento do mercado
EUA: Balanço de General Motors, antes da abertura do mercado
EUA / IHS Markit: PMI composto final de julho e PMI de serviços (10h45)
EUA / ISM: índice de setor de serviços em julho (11h30)
EUA / DoE: Estoques de petróleo da semana até 30/07 (11h30)
EUA / ADP: relatório sobre criação de empregos no setor privado em julho (9h15)
Alemanha / IHS Markit: PMI composto final de julho e PMI de serviços (4h55)
Reino Unido / CIPS / IHS Markit: PMI composto final de julho e PMI de serviços (5h30)
Zona do euro / Eurostat: vendas no varejo de junho (6h)
Zona do euro / IHS Markit: PMI composto final de julho e PMI de serviços (5h)

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