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Análise

Morning Call: Ibovespa em tendência de alta; inflação dos EUA mexe com mercados

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje, os destaques do pregão anterior e uma breve análise do índice Bovespa.

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Hoje, os investidores estão de olho nos dados de inflação dos Estados Unidos a serem divulgados às 9h30 e que podem mexer com os mercados de juros, bolsa e câmbio, dando mais força ao dólar e enfraquecendo o fluxo para ativos de risco. Uma leitura mais forte do que o esperado pode elevar as expectativas de aperto da política monetária mais cedo pelo Federal Reserve e desta forma pressionar as taxas dos títulos americano. 

Enquanto no cenário nacional, o mercado permanece de olho na CPI da Covid e na Petrobras. A temperatura sobe em Brasília, segundo fontes da Reuters, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai consultar a Secretaria-Geral da Casa para decidir se é possível investigar ações de governadores e prefeitos na CPI da Covid. Enquanto isso, a situação fiscal permanece ameaçada, com o Orçamento de 2021 ainda indefinido e pautas importantes das reformas estruturais vão ficando, como sempre, para segundo plano. Também seguem no radar os desdobramentos na Petrobras depois de assembleia de acionistas ter aprovado o general da reserva Joaquim Silva e Luna como membro do Conselho de Administração da companhia.

NY/Futuros: Dow Jones sobe 0,10%, S&P500 +0,03% e Nasdaq -0,04%; Yield da T-note de 10 anos sobe a 1,68730% (1,66670%).

Europa: as bolsas europeias operam mistas, mas com viés de alta. Do lado negativo, a economia britânica cresceu 0,4% em fevereiro ante janeiro (expectativa era de 0,6%). Mas do lado positivo, começou a abertura do terceiro lockdown do país. Na Alemanha, o índice Zew de expectativas econômica caiu a 70,7 pontos em abril, ante projeção de 79,5. A bolsa de Frankfurt sobe 0,26%, a de Londres cai 0,10% e a de Paris +0,27%.

Ásia: em Tóquio, índice Nikkei fechou em alta de 0,72%; o índice sul-coreano Kospi ganhou 1,07%; na China continental, Xangai Composto caiu 0,48%, para 3.396,47 pontos.

Commodities: Petróleo tipo Brent para junho sobe 1,19%, cotado a US$ 64,03 o barril; Ouro para junho cai 0,42%, para US$ 1.725,45 a onça-troy; Minério de ferro cai 0,76% em Qingdao, cotado a US$ 173,25 a tonelada.

Câmbio: o dólar começou a semana em firme alta, subindo acima de R$ 5,70, deixando a moeda brasileira na pior posição global. Mais um vez o mercado repercutiu boatos do lado fiscal, com temores de que pressões de todas as frentes acabem por provocar o rompimento do teto de gastos, o que ampliaria severamente as incertezas sobre a sustentabilidade fiscal.

Ibovespa: subiu na segunda-feira, descolado de bolsas no exterior, com a varejista alimentar GPA e a petroquímica Braskem disparando, embora o volume financeiro negociado no pregão tenha mais uma vez ficado abaixo da média recente. O Ibovespa subiu +0,97%, a 118.811,74 pontos com volume financeiro: R$ 24,18 bi. O IBOV retoma uma tendência de alta no curto prazo, após operar próximo do nível dos 117 mil pontos e tenta sair de uma zona de congestão em torno dos 115 mil pontos. No longo prazo, ao ficar acima da média móvel de 200 períodos (linha azul), mantém a sua tendência de alta.

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