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Análise

Morning Call: indicadores otimistas da economia chinesa ajudam bolsas nesta 4ª

O PMI, Índice de Gerentes de Compra, serve como um termômetro da economia de um país e os dados do PMI da China animaram os investidores ao sugerir uma atividade econômica mais forte no país que deve continuar consumindo.

A piora das expectativas para o mercado acionário dos EUA impactou os índices, que tiveram perdas de 0,30% do S&P500 aos 3.970,15 pontos, 0,71% do Dow Jones aos 32.656,70 pontos e 0,10% do índice Nasdaq aos 11.455,54 pontos.

Além da pressão negativa sobre o Ibovespa pelo menor apetite ao risco, eventos internos de política também impactaram nosso índice que fechou a terça-feira (28) com uma queda de 0,74% aos 104.932 pontos repercutindo o anúncio da reoneração de combustíveis.

Mercados hoje

  • Ásia: Os mercados asiáticos fecharam em alta repercutindo o bom desempenho do Índice de Gerentes de Compras, conhecido como PMI, da China de Caixin, industrial e de setores não-manufatureiros referentes a fevereiro, melhorando acima das expectativas de mercado, indicando uma melhor atividade econômica. Os ganhos foram de 0,26% do Nikkei, 4,21% do Hang Seng, 1% em Shanghai e 0,61% no Taiex, enquanto a bolsa da Coreia no Sul não teve pregão devido ao feriado local.
  • Europa: Mesmo com Índices de Gerentes de Compras europeus avançando abaixo das expectativas em fevereiro como na Suíça, França e Alemanha, as bolsas europeias registram um bom desempenho pelos dados econômicos da China enquanto mais tarde durante o dia será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor da Alemanha. Os ganhos eram de 0,63% no DAX, 0,83% do FTSE, 0,59% do IBEX e 0,74% do Euro Stoxx.
  • EUA: Os pré-mercados indicam um começo de dia de recuperação com altas de 0,52% do Nasdaq, 0,31% do S&P500 e 0,23% do Dow Jones. No dia, a divulgação de dados como o PMI da indústria em fevereiro, índice ISM de emprego e o nível de estoques de petróleo ficam no radar dos investidores.

Fim da desoneração de combustíveis afeta o mercado

A reoneração dos combustíveis vale a partir de hoje (1) e o valor é menor do que os impostos que valiam antes da desoneração aplicada ainda no governo de Jair Bolsonaro. Haddad apontou que, caso a alíquota fosse retomada de forma integral, o impacto para a gasolina seria de R$ 0,69 e para o etanol, de R$ 0,24. Para compensar a perda de arrecadação, haverá um imposto de 4 meses para exportações de óleo cru, ainda segundo Haddad. A alíquota passa de 0% para 9,2%.

Haddad disse que a reoneração dos combustíveis está alinhada com as atas do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que destacava a necessidade de melhora nas condições fiscais para a redução da taxa básica de juros, a Selic.

“Estamos dando resposta para o setor produtivo de que o governo vai fazer sua parte, esperando que a monetária reaja da maneira como prevista nas atas”, disse o ministro. “Taxas de juros do Brasil são as mais altas no mundo, produzindo efeitos perversos sobre a economia”, acrescentou. Porém o anúncio, realizado dentro do horário de pregão, fez as ações da Petrobrás caírem e as taxas dos contratos futuros futuros encerrarem nas máximas em reação.

Entre outros dados divulgados ontem, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua através do IBGE caiu para 9,2% em 2022 no menor resultado desde 2015.

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