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Análise

Morning Call: mercados devem reagir ao Banco Central; lucro da Ambev sobe 125%

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Brasil: hoje, o mercado deve precificar e reagir à indicação do Banco Central de aumento da taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual em junho, apesar da cautela no tom do comunicado. O Bacen anunciou ontem a segunda alta consecutiva de 0,75% da Selic, para 3,50% e o movimento ocorre em meio a pressão inflacionária iniciada em 2020 e que se mantém atualmente, além das expectativas para a inflação de 2022, e em comunicado o BC se mostrou mais preocupado com a inflação do que com a atividade econômica. No cenário corporativo, o destaque é Ambev que divulga balanço antes da abertura e, após o fechamento, é a vez de B3 e Banco do Brasil. O Tesouro realiza seu primeiro leilão de títulos públicos, após o Copom subir a Selic para 3,50%.

O lucro líquido ajustado da Ambev no primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 2,761 bilhões, alta de 125% na comparação com o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado da empresa alcançou R$ 5,327 bilhões, aumento de 26% na base anual. Já a receita líquida somou R$ 16,639 bilhões, 32% maior do que um ano antes. 

Cenário global: o Banco Central Inglês (BoE) e o BC da Turquia anunciam decisões de política monetária às 8h, com impacto sobre a libra esterlina e a lira turca. Nos EUA, vários dirigentes do FED terão nova chance de dizer hoje que a inflação não ameaça o juro baixo e desta forma acomodar as taxas dos títulos. O auxílio desemprego é um importante dado hoje, antes do payroll amanhã. Zona do euro/Eurostat: vendas no varejo sobem 2,7% em março ante fevereiro; consenso era de +1,7%; crescimento foi de 12% na base anual. Alemanha: encomendas à indústria crescem 3% em março ante fevereiro; consenso era de +1,7%; na comparação anual, alta foi de 27,8%.

Europa: índice Stoxx 600 cai 0,24%; NY/Pré-mercado: futuro de Dow Jones sobe 0,15%, do S&P 500 +0,17% e do Nasdaq +0,30%; Petróleo tipo Brent cai 0,17%, cotado a US$ 68,84 o barril; Ouro sobe 0,44%, cotado a US$ 1.793,05 a onça-troy.

Ibovespa: fechou em alta na quarta-feira com forte desempenho de Petrobras entre os principais avanços, enquanto Gerdau valorizou-se 5,5% após resultado trimestral forte e perspectivas otimistas. O Ibovespa subiu 1,57%, a 119.564 pontos, com volume financeiro de R$ 31 bilhões. O IBOV tem como resistência importante os 122 mil pontos. Apesar de estar preso nos 120 mil pontos, o índice segue consolidando uma tendência de alta no curto prazo ao deixar para trás uma zona de congestão em torno dos 115 mil pontos. No longo prazo, ao ficar acima da média móvel de 200 períodos (linha azul), o índice mantém a sua tendência de alta também.

Indicadores:
Brasil
Balanços de Ambev e Azul, antes da abertura, B2W, B3, Banco do Brasil, JHSF, Lojas Americanas, Banco BMG, Burger King, Camil, Neoenergia e Sequoia, após o fechamento do mercado
CPI da Pandemia recebe o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (10h)
CPI da Pandemia recebe o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres (14h)
EUA
Dpto Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 01/05 (9h30)
Europa
Reino Unido/IHS Markit/CIPS: PMI composto e PMI de serviços de abril (5h30)
Reino Unido: BoE divulga decisão de política monetária (8h)
Alemanha: encomendas à indústria 
Zona do euro/Eurostat: vendas no varejo em março (6h)
Ásia
China/Caixin: PMI composto e PMI de serviços em abril (22h45)

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