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Análise

Morning Call: mercados globais iniciam o dia com aversão a risco e bolsas recuam

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores 

No cenário global, as principais bolsas de valores iniciam o dia com forte queda e no câmbio o dólar mantém a trajetória de alta observada nos últimos dias com os investidores se posicionando para a expectativa de altas de juros nos Estados Unidos em 2022 depois que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, foi nomeado para um segundo mandato. Os último dados de inflação divulgados reforçam a convicção de que o Fed intensificará o tapering em dezembro, reduzindo o volume de recompra de títulos e com isso enxugando a liquidez nos mercados, além disso, que por si só já é prejudicial aos ativos de risco como bolsa de valores, há ainda uma possibilidade de aumento de juros nos EUA em meados do ano que vem. 

As bolsas europeias caíram para mínimas em três semanas nesta terça-feira e caminhavam para registrar seu pior pregão em quase dois meses, com a aversão a risco se agravando em meio ao ressurgimento de casos de Covid-19 e preocupações com aumentos de juros. Na Ásia, com a Bolsa de Tóquio fechada, o mercado acionário caiu majoritariamente, com apenas a bolsa de Xangai mostrando resultado positivo, encerrando o dia em alta de +0,20%, fechando em 3.589,09 pontos. Investidores observaram que as ações de companhias de carvão se saíram bem, com aumento na produção, e as de energias renováveis, em geral, recuaram. Em Hong Kong, houve perda de -1,20% no índice Hang Seng, que fechou em 24.651,58 pontos. Alibaba Group teve queda de 3% e encerrou o dia em seu mínimo recorde.

Futuros: Dow Jones (-0,09%), S&P 500 (-0,18%), Nasdaq (-0,42%); Petróleo: Brent a US$ 78,90 (-1,00%); Ouro: -0,58%, a US$ 1.795,90 a onça-troy na Comex; Treasuries: T-Note de 10 anos a 1,63230 (de 1,62790); Londres (-0,39%) a 7.227,98; Frankfurt (-1,23%) a 15.916,89; Paris (-0,87%) a 7.043,27; Madrid (-0,71%) a 8.758,40; Índice Stoxx 600 (-1,32%) a 479,00.

Cenário no Brasil

Aqui, Silva e Luna vai ao Senado para explicar a política de preços da Petrobras (9h) e Guedes pode comparecer à audiência da Câmara para falar de sua offshore (9h30). Enquanto isso, o relator da PEC dos precatórios, Fernando Bezerra, corre para fechar a versão final de seu parecer que será apresentado amanhã (4ªF), na CCJ do Senado. Se tudo der certo, a proposta será votada 5ªF na comissão e na semana que vem no plenário. O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, afirmou que a PEC abre um espaço orçamentário de 106,1 bilhões de reais em 2022, dos quais apenas 1,1 bilhão de reais estão livres e isso tende a despertar interesses de todos os lados, que por sua vez, devem acelerar o trâmite da PEC.  

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, e soma agora cinco baixas nos últimos seis pregões, influenciado pelo cenário externo, diante de baixa do Nasdaq e do S&P 500 SPX, e pela manutenção das incertezas fiscais no fronte doméstico. IBOV: -0,89%, a 102.122,37 pontos, com volume financeiro de R$ 26,1 bilhões. O IBOV segue em uma tendência de baixa no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos e formar topos e fundos descendentes, além disso, um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após operar abaixo da média móvel curta (21 períodos) e romper o fundo formado no dia 20 de setembro aos 107.500 pontos. Qualquer movimento positivo neste momento será considerado um repique de alta, dentro da tendência principal de baixa, portanto é necessário mais tempo e mais confirmações para reverter esta tendência.

Indicadores econômicos e eventos
FGV: IPC-S (8h)
Joaquim Silva e Luna no Senado (9h)
Paulo Guedes na Câmara (9h30)
EUA: PMI composto (11h45)
EUA: estoques de petróleo (18h30)
Japão: PMI composto preliminar de novembro (21h30)

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