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Análise

Morning Call: o que está acontecendo com a China? Ibovespa terá a última chance

Os principais fatos que podem impactar os mercados hoje e uma breve análise do índice Bovespa.

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Cenário global e bolsa de valores

No cenário externo, os mercados acionários em Nova York atingiram novas máximas recordes ontem e podem dar continuidade hoje com investidores confiantes na recuperação econômica e de que a eventual redução de estímulo pelo Federal Reserve não afetará os preços de ativos no curto prazo e será absorvida de forma gradual. Entretanto, dados fracos da China mantêm a cautela no ar e podem ser motivo de alguma realização hoje, já que os principais índices globais estão próximos do seu topo histórico. O Índice de Gerentes de Compras chinês (PMI) da indústria caiu a 50,1 em agosto de 50,4 em julho, O PMI de serviços ficou em 47,5 em agosto, bem abaixo da marca de 53,3 de julho, O PMI Composto, que inclui tanto a atividade industrial quanto a de serviços, caiu a 48,9 em agosto de 52,4 em julho. 

As ações das grandes empresas chinesas recuaram nesta terça-feira após os dados do setor de serviços serem divulgados com forte contração também, porém os principais índices acionários da Ásia subiram. Em mais uma demonstração de interferência no mercado, o controle de Pequim sobre os jogos online pode afetar o crescimento a longo prazo desta indústria. O subíndice de tecnologia da informação do CSI caiu 1,86%, depois que a China introduziu novas regras que proíbem menores de 18 anos de jogar videogame por mais de três horas por semana. A China teve uma recuperação rápida e surpreendente da crise do coronavírus, mas o ritmo enfraqueceu recentemente devido a novos surtos de Covid-19 em algumas regiões do país, altos preços das matérias-primas (inflação), desaceleração das exportações, medidas mais rígidas para controlar os preços das propriedades e campanha para reduzir as emissões de carbono que impactaram no preço do minério de ferro e as empresas do setor de siderurgia e mineração no mercado global. 

O e-mini do S&P 500 subia 0,05%, a 4.527 pontos; O índice pan-europeu STOXX 600 tinha queda de 0,07%, a 472,35 pontos; Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 0,41%, a 7.118 pontos; Em FRANKFURT, o índice DAX subia 0,22%, a 15.922 pontos; Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 0,06%, a 6.683 pontos; O petróleo tipo Brent em Londres recuava 0,67%, a 72,92 dólares por barril; Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,08%, a 28.089 pontos; Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,33%, a 25.878 pontos; Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,45%, a 3.543 pontos.

Cenário no Brasil

Agosto termina com um bom desempenho das bolsas no exterior, mas aqui estamos estagnados e entraremos em setembro com a divulgação do projeto de lei orçamentário de 2022, além de discussão sobre os precatórios que envolverá em reunião os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. O Ministério da Economia deve divulgar às 14h30 o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2022, seguido de entrevista coletiva às 15h do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal. 

Conforme tenho comentado, até 2022 teremos cada vez menos impacto dos efeitos da Covid nos mercados e a cena política dominará. Sete associações do agronegócio do Brasil manifestaram preocupação com os atuais desafios à harmonia político-institucional local, afirmando em manifesto que as tensões estão custando caro ao país e lavarão tempo para ser revertidas. Também o racha provocado pelo manifesto da Fiesp sobre a harmonia entre os poderes, que pode levar o Banco do Brasil e a Caixa a romperem com a Febraban, é mais um sinal da crise institucional que derrubou todo o setor financeiro ontem.

Ibovespa

Isolado do bom humor em NY, o Ibovespa fechou em baixa de 0,78% e entregou os 120 mil pontos (119.739,96). Mas o movimento vendedor não foi tão forte, como demonstrou o giro abaixo da média, de R $ 25,1 bilhões. A incerteza com notícias que giram em torno do cenário político e fiscal, redobrado pela crise hídrica, impôs cautela às construtoras e locadoras de automóveis, sensíveis à curva da Selic. Com uma queda acumulada de 1,69% em agosto, até o dia 30, a bolsa brasileira terá seu último pregão hoje para tentar fechar o mês positivo, se o cenário político não atrapalhar e o exterior ajudar.

O IBOV começa a ameaçar a sua tendência de alta no longo prazo ao cruzar abaixo da média móvel de 200 períodos, porém um movimento de queda no curto prazo já foi consolidado, após encontrar grandes dificuldades de seguir acima dos 130 mil pontos, em seguida romper abaixo dos 124 mil, 120 mil pontos e por último os 117 mil pontos, além disso segue se consolidando abaixo da média móvel curta (21 períodos).

Indicadores econômicos e eventos
Câmara: parecer da reforma administrativa deve ser divulgado hoje
FGV: Confiança empresarial de agosto (8h)
Fux, Lira e Pacheco se reúnem para debater solução para pagamento de precatórios (9h)
IBGE / Pnad Contínua: Taxa de desemprego do trimestre até junho (9h)
Banco Central: Setor público consolidado (9h30)
FGV: Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) de agosto (10h15)
EUA / ISM Chicago: PMI de agosto (10h45)
EUA / Conference Board: índice de confiança do consumidor de agosto (11h)
Zona do euro / Eurostat: CPI preliminar de agosto (6h)

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