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Finanças

Morning Call: piora nos dados econômicos europeus derruba bolsas

Aumento de inflação no Reino Unido e União Europeia volta a chamar atenção dos investidores e colocar pressão sobre os respectivos bancos centrais para a urgência no aumento de juros. E o IGP-M de setembro supreende com deflação maior que esperada.

Enquanto os mercados norte-americanos conseguiram encerrar a quarta-feira (28) em alta repercutindo a intervenção do banco central da Inglaterra na recompra de títulos do governo britânico, os mercados de outros países têm dificuldades em acompanhar os resultados positivos. Na Ásia os principais índices tiveram desempenhos mistos com o índice Nikkei encerrando o dia com alta de 0,95%, o Taiex com ganhos de 0,51%, o KOSPI com avanço de 0,08% enquanto o Hang Seng registrou queda de 0,49% e Shanghai teve recuo de 0,13%.

Na Europa as bolsas não chegam a se animar como parte da Ásia registrando queda em seus principais índices como o alemão DAX com perdas de 0,92%, o britânico FTSE recuando 0,63%, o francês CAC com baixa de 0,60% e o Euro Stoxx com desvalorização de 1,27%. Os investidores reagem ao Índice de Preço ao Consumidor na Alemanha que registrou alta de 1,9% em setembro, superando as expectativas de mercado e também as declarações feitas pela primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, que defende corte de impostos e aumento de gastos públicos além de um teto para a energia e a recompra dos títulos do Reino Unido, medidas criticadas por especialistas pelo potencial de aumentar a persistência inflacionária e desvalorizar a libra esterlina que já cai mais de 20% em comparação com sua paridade com o dólar americano de maio de 2021.

Fonte:TradingView

E além dos fatores de risco no Reino Unido, persiste a preocupação no continente europeu com a fala do principal regulador de energia da Alemanha alertando sobre a necessidade de redução do consumo doméstico para evitar racionamentos no país e também sobre o resultado dos referendos em regiões ucranianas dominadas pela Rússia que podem aumentar as tensões geopolíticas da região.

Pré mercados dos EUA têm queda em dia de divulgação do PIB

Os contratos futuros dos principais índices norte americanos registravam perdas com a queda de 0,57% no Dow Jones, recuo de 0,76% do S&P 500 e baixa de 1,09% do índice Nasdaq.

Entre os dados a serem divulgados hoje, os de maior destaque são os números de pedidos por seguro desemprego, a divulgação do Índice de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) dos EUA, referente ao segundo trimestre e o PIB do segundo trimestre do país com expectativas de queda de 0,6% após a queda de 1,6% no primeiro trimestre.

IGP-M, Relatório Trimestral de Inflação e Índice de Confiança

Hoje foram divulgados dados positivos sobre a economia brasileira como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) pela FGV que registrou uma queda de 0,95% em setembro trazendo o acumulado em 12 meses de 8,59% para 8,25%. O resultado para o mês teve uma deflação mais forte que a queda de 0,83% esperada pela Anbima, com influência da queda no preço dos combustíveis e do minério de ferro.

Foi divulgado hoje também o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central trazendo as projeções do BC para inflação de 2022 em 5,8%, para 2023 em 4,6%, 2024 em 2,8% e 2025 em 2,8%. Já a projeção para a Selic se mantém em 13,75% em 2022 mas indica cortes para 11,25% em 2023, 8% em 2024 e 7,5% em 2025. No relatório também é comentada a projeção de queda de 0,21% no IPCA de setembro, alta de 0,36% em outubro e 0,39% em novembro, números que poderiam trazer o IPCA em 12 meses para 5,72% em novembro.

Outro dado divulgado pela FGV hoje foi o Índice de Confiança do Comércio que subiu 2,4 pontos em setembro ao passar dos 99,4 para 101,8 pontos. A Confiança de Serviços subiu 1 ponto para 101,7 pontos em setembro.

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