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Análise

Morning Call: privatização da Eletrobras no radar desta segunda-feira

Os principais fatos que podem impactar os mercados e uma breve análise do nosso índice Bovespa.

Cenário Global e de Bolsa de Valores

As ações de Xangai e Hong Kong fecharam em máximas de quase dois meses nesta segunda-feira, conforme Pequim e Xangai voltam à vida normal depois do maior surto de Covid-19 da China em dois anos, com o sentimento impulsionado por medidas para reanimar a economia do país.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,87%, maior nível em sete semanas, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,28%, máxima desde 8 de abril.

Enquanto isso na Europa, as ações subiam fortemente nesta segunda-feira, ajudadas por bancos e setores ligados a commodities, enquanto investidores ficavam à espera de dados de inflação dos Estados Unidos e detalhes da reunião desta semana do Banco Central Europeu (BCE).

Nos Estados Unidos, duas altas de juros de 50 bps cada já estão contratadas para a reunião de semana que vem e de julho e, longe de uma pausa em setembro, onde mais um aumento da mesma magnitude começa a ganhar terreno, expectativa esta, reforçada pela fala da presidente do Fed Loretta Mester, na última sexta-feira, em entrevista a CNBC.

Na abertura, Londres operava em alta de +1,13%; Frankfurt, +1,01%; Paris, +1,04% e Madrid, +0,85%. Já os futuros americanos: Dow Jones (+0,78%), S&P 500 (+1,07%), Nasdaq (+1,49%); Petróleo: Brent a USD 120,31 (+0,49%); WTI a USD 119,51 (+0,45%); Ouro: +0,27; USD 1.855,15 a onça-troy.

Cenário no Brasil e Ibovespa

No Brasil, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu no domingo liminar para suspender uma assembleia de debenturistas de Furnas, prevista para esta segunda-feira. Essa é uma etapa que precisa ser vencida para concluir o processo de privatização da Eletrobras.

A assembleia tem em pauta proposta de aprovação de um aporte de capital na usina do Rio Madeira por parte de Furnas, esta uma subsidiária da Eletrobras. 

O dólar teve queda de 0,18% nesta sexta-feira, encerrando o dia a R$ 4,77.

O Ibovespa encerrou em queda de 1,15%, na sexta-feira, aos 111.102 pontos, contaminado pelas preocupações acerca do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos, após dados do mercado de trabalho reforçarem a percepção de que a economia norte-americana permanece aquecida. O volume financeiro do pregão foi de R$ 19,7 bilhões.

Do ponto de vista técnico de longo prazo, por mais uma semana consecutiva o IBOV não conseguiu romper a região de resistência da Média Móvel de 55 períodos (MME55), aos 111.950 pontos. A partir deste ponto, para a continuidade da sequência altista, se faz necessário o fechamento acima da região da MME55, uma resistência significativa para o nosso principal índice.

No curto prazo o IBOV tem forte resistência da região dos 110.800 até 111.850 pontos, intervalo entre as médias móveis de 55 e 200 períodos. Para uma sequência ou retomada altista, se faz necessário o rompimento dessas regiões com encerramento acima dessa faixa de valores nos próximos dias. 

Indicadores econômicos e eventos
BRA

0:30 – Boletim Focus
09:30 – Caged (Abr) 

EUA
11:00 – Índice de Tendência de Emprego (Mai)

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