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7 conselhos importantes para todo investidor

Conheça os principais pontos do raciocínio do investidor e escritor Morgan Housel.

Publicado

em

Tiago Reis

Recentemente, li um artigo do investidor e escritor Morgan Housel, em que cita algumas coisas sobre as quais diz ter certeza. Abordarei os pontos mais importantes desse raciocínio que podem ser aplicados por quem segue a estratégia de investimentos de longo prazo.

1 – A maioria dos profissionais se beneficiaria de pelo menos um dia por mês em que não se fizesse nada além de pensar

Segundo Housel, as pessoas deveriam ter um dia específico em seu trabalho sem o compromisso de reuniões, chamadas ou entregas. Apenas sentar em um sofá e refletir sobre o que está funcionando, o que não está e o que pode ser feito a respeito.

O investidor ainda acredita que, para algumas áreas específicas, seria necessária uma vez por semana. O problema dessa prática é que ela é muito difícil de ser implementada pelas empresas, pois sentar-se no sofá não parece trabalho.

Acontece que em muitas funções que envolve pensamento crítico, pouco se pensa. Estamos sempre atrasados e no modo automático, o que pode prejudicar nossa performance de longo prazo e a inovação.

2 – Eventos raros ocorrem o tempo todo, pois muitas coisas não relacionadas podem dar errado

Se, em qualquer ano, houver 1% de chance de uma nova pandemia desastrosa, 1% de chance de uma depressão devastadora, 1% de chance de uma enchente catastrófica, 1% de chance de um colapso político, e assim por diante, a chance de que algo ruim e raro aconteça no próximo ano são significativas.

Não à toa, Arnold Toynbee afirmou que a história “é apenas uma coisa atrás da outra”.

3 – Risco é o que você não pode ver

Pensa que só acontece com outras pessoas, a que não está prestando a devida atenção, está deliberadamente ignorando e não está nos noticiários. Dessa forma, pequenas surpresas geralmente causam mais danos do que algo grande que está nas notícias há meses.

4 – Podemos demorar muito para perceber as consequências de alguns eventos, mesmo depois de terem acontecido

Housel conta que em janeiro de 1930, dois meses após o crash das ações, que desencadeou a Grande Depressão, uma pesquisa nacional mostrou o que os americanos consideravam como o maior problema. A economia foi citada apenas no sétimo lugar. Como diz o historiador Frederick Lewis Allan: “Não é durante um colapso que as pessoas se rebelam, mas depois dele”.

Vejo muitas similaridades desse conceito com o momento em que vivemos atualmente. A verdade é que ainda não temos noção das consequências dessa pandemia, e muitos possuem a certeza de que o pior já passou.

5 – Quando as taxas de juros são muito baixas, histórias sobre o que o futuro pode ser são mais importantes do que o presente realmente é

As taxas de juros em patamares médios afastam os investidores de histórias sobre o potencial futuro, e, portanto, mais arriscadas, e atraem para as promessas mais próximas, e realistas. Acontece que, quando os retornos caem para zero, narrativas sobre o futuro se tornam mais atraentes, mesmo se de baixíssima probabilidade, sendo recompensadas pelo mercado.

Para Housel, os seres humanos são muito bons em inventar histórias incríveis. O investidor acredita que este seja um dos motivos para que empresas de tecnologia questionáveis estejam nas máximas históricas, mesmo com a quantidade de desempregados existentes.

6 – A incerteza em meio ao perigo é aterrorizante

Por conta disso, é confortável para os seres humanos terem opiniões fortes sobre determinado assunto, mesmo que não tenham ideia do que estão falando. Sendo assim, reconhecer que não se sabe e não agir por impulso parece ser imprudente, pois muito pode estar em jogo.

Coisas complexas são sempre incertas, a incerteza gera medo por conta do potencial de perigo que a acompanha e as respostas reduzem o medo, mesmo que errada, pois passam a falsa impressão de controle.

Sendo assim, queremos respostas convictas quando o ambiente está mais incerto, que é quando as respostas convictas realmente não existem.

7 – A crise do Covid-19 é a primeira na era das redes sociais

O que sabemos das redes sociais é que: i) As informações se espalham rapidamente; ii) as informações falsas se espalham mais rápido ainda; iii) a polarização aumenta quando o debate acontece online, dividindo a sociedade em dois times, o meu contra o seu.

Acredito que esses pensamentos de Morgan Housel são muito valiosos. Sei que é muito difícil colocá-los em prática, pois vão de encontro ideias mais conhecidas, mas as pessoas que conseguirem fazê-lo serão certamente recompensadas por isso.

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