Finanças
Taxas do Tesouro Direto caem após Focus estimar 1º recuo da Selic em agosto
Perspectiva é do Sistema de Expectativas de Mercado, base de dados do Boletim Focus do Banco Central.
As taxas de retorno de títulos do Tesouro Direto recuam nesta segunda-feira (19), com o mercado reagindo à antecipação de analistas de setembro para agosto da projeção para o primeiro corte da taxa Selic, segundo o Sistema de Expectativas de Mercado, base de dados do Boletim Focus do Banco Central.
No início da tarde, o Tesouro Prefixado 2026 tinha taxa de 10,67%, contra 10,75% do fechamento anterior. Já o título com vencimento em 2029, por sua vez, oferecia retorno de 11,09%, ante 11,19%.
O recuo também é visto nos títulos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Tesouro IPCA+ 2029, por exemplo, tinha taxa de 5,46%, ante 5,49% do último fechamento. Já o papel com vencimento em 2045 apresentava retorno de 5,78%, contra 5,86%.
Focus e perspectivas para a Selic
Após a surpresa desinflacionária no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio (0,23%), no mercado de juros futuros, já haviam crescido as apostas de que o início do ciclo de queda da taxa básica de juros deve ocorrer em agosto.
Agora, os participantes da Focus se juntaram à corrente, reagindo aos dados de curto prazo mais favoráveis, mas também à melhora generalizada das expectativas inflacionárias, ainda que permaneçam desancoradas das metas.
Na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, a expectativa para o IPCA – índice de inflação oficial – deste ano tombou de 5,42% para 5,12%, uma queda de 0,30 ponto porcentual em apenas uma semana. Para 2024, foco da política monetária, a projeção cedeu de forma modesta, de 4,04% para 4,00%.
Essas variáveis serão usadas no modelo de inflação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana, o que sugere queda nas projeções oficiais do comitê. Na reunião de maio, estavam em 5,8% para 2023 e 3,6% para 2024 no cenário de referência.
Para a reunião desta semana, a mediana ainda é de manutenção da Selic em 13,75% ao ano, o que seria a sétima seguida, mas no encontro seguinte, que ocorre nos dias 1º e 2 de agosto, a maioria dos economistas já prevê queda para 13,50%.
(*Com informações do Estadão Conteúdo)
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