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3 fatos para hoje: BNDES cobra fianças da Americanas; PMI da zona do Euro

E mais: os EUA decidiram encerrar a tarifa sobre chapas grossas de aço carbono produzidas no Brasil; o produto encarecia em 74,52%.

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Será divulgado nesta terça feira a prévia da inflação referente a janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15).

As atenções do mercado devem se manter sobre a viagem do presidente Lula à Argentina. Na véspera repercutiu mal a proposta de moeda comum para transações entre países do Mercosul assim como a criação de condições para o BNDES financiar empreendimentos no país vizinho.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a incumbência do governo não é adotar uma moeda única entre Brasil e Argentina. Ele afirmou que essa ideia está gerando enorme confusão”, e mencionou que a ideia na verdade é “avançarmos em instrumentos previstos e que não funcionaram a contento”.

Está previsto que Lula se encontre hoje com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e o presidente de Cuba, Miguel Días-Canel.

1- BNDES cobra fianças bancárias referentes a dívidas da Americanas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou na véspera que cobrou fianças bancárias referentes a dívidas da Americanas com a instituição de fomento.

Segundo dados do BNDES, há duas operações com a Americanas, totalizando R$ 2,4 bilhões. Desse montante, o banco já liberou R$ 1,17 bilhão.

Uma delas, no valor aprovado de R$ 1,49 bilhão, de abril de 2018, a outra de maio do mesmo ano, no valor de R$ 910 milhões. Ambos os desembolsos tinham como fim apoiar o plano de crescimento da Americanas.

O BNDES não menciona, nem no comunicado nem em seu sistema online, a origem das fianças, explicando apenas que tratam-se de fiadores bancários, o que consequentemente não tem impacto sobre o caixa da varejista, que na semana passada pediu recuperação judicial, com R$ 43 bilhões em dívidas.

“Após o pagamento das fianças, o BNDES não mais terá exposição em face da Americanas”, afirmou o banco.

Brasília, Brasil 12/01/2023. REUTERS/Ueslei Marcelino

2 – EUA encerram cobrança de tarifas sobre chapa grossa do Brasil

O Ministério de Relações Exteriores informou nesta segunda-feira que os Estados Unidos decidiram encerrar tarifa antidumping imposta em 1993 sobre chapas grossas de aço carbono produzidas no Brasil, único país excluído da sobretaxa, segundo a pasta.

A tarifa encarecia o produto em 74,52%, informou o ministério, citando dados de 2021 quando as exportações brasileiras de chapa grossa para os EUA somaram cerca de 75 milhões de dólares.

Em outubro, os EUA revogaram medidas restritivas adicionais contra exportações brasileiras de produtos de aço laminado a quente, deixando de cobrar taxas adicionais de até 45,58%.

O ministério afirmou que a decisão sobre as chapas grossas, usadas comumente em aplicações que incluem indústria de construção naval e de energia eólica e de construção civil, foi em 10 de janeiro.

3 – Atividade empresarial da zona do euro volta a crescer

A atividade empresarial da zona do euro fez um retorno inesperado a um modesto crescimento em janeiro, ampliando os sinais de que a retração no bloco pode não ser tão profunda quanto se temia e que a união monetária pode escapar da recessão, mostrou uma pesquisa.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto da S&P Global, visto como um bom indicador da saúde econômica geral, subiu de 49,3 em dezembro para 50,2 este mês.

Janeiro foi a primeira vez que o índice ficou acima da marca dos 50, que separa o crescimento da contração, desde junho. O resultado ainda ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de 49,8.

“A pesquisa sem dúvida traz boas notícias bem-vindas para sugerir que qualquer retração provavelmente será muito menos severa do que anteriormente temido e que uma recessão pode ser evitada completamente”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

Um inverno ameno até agora, a queda dos preços do gás e os recentes dados econômicos positivos levaram a uma melhora em algumas previsões de crescimento trimestral em pesquisa da Reuters publicada na segunda-feira, embora uma recessão técnica ainda estivesse prevista.

Em um sinal de que estão mais otimistas, as empresas aumentaram o número de funcionários a um ritmo mais rápido este mês. O índice de emprego subiu de 51,9 em dezembro para 52,5 em três meses de alta.

O PMI que cobre o setor de serviços também surpreendeu pelo lado positivo, chegando a uma máxima de seis meses de 50,7, contra 49,8 em dezembro e 50,2 em pesquisa da Reuters.

A atividade industrial também mostrou melhora, mas ainda assim contraiu. O PMI de indústria subiu de 47,8 para 48,8 este mês, ante expectativa de 48,5.

Com Reuters

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