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5 fatos para hoje: bancos em guerra à espera do Pix; Bolsonaro e o Renda Brasil

Presidente tem mobilizado sua base no Congresso a fim de encontrar uma solução para o programa social.

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InvestNews
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1 – Às vésperas do Pix, bancos travam “guerra das chaves” para ganhar clientes

A dois meses para o início do Pix – o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos -, as instituições financeiras se movimentam para oferecer um produto seguro aos clientes. Os esforços são para que o sistema seja blindado contra fraudes e, ao mesmo tempo, ofereça aos usuários opções simples para transferências e pagamentos.

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O passo mais perceptível na instalação da ferramenta será dado em 5 de outubro, quando pessoas físicas e empresas passarão a cadastrar “chaves” nos bancos para receber depósitos. Mas as instituições se anteciparam e estão promovendo um pré-cadastramento nos sites e apps, no que está sendo chamado de “a guerra das chaves”.

Uma chave (CPF, CNPJ, e-mail ou telefone celular) estará vinculada a uma única conta bancária. Assim, quem transferir dinheiro pelo Pix poderá informar apenas a chave do recebedor para liquidar a operação – e não necessariamente os dados bancários (nome, agência e número da conta). O passo seguinte está agendado para 16 de novembro, quando o sistema começa a funcionar de fato e será possível fazer transferências e pagamentos.

2 – Bolsonaro volta a estimular Renda Brasil

Não durou nem 24 horas o fim do Renda Brasil decretado pelo presidente Jair Bolsonaro. O relator do Orçamento de 2021, senador Marcio Bittar (MDB-AC), recebeu cartão verde do próprio presidente para a retomada das discussões sobre um novo programa social pós-pandemia, com a inclusão da proposta no Orçamento. A ideia é que o programa ressurja pelo Congresso, como antecipou na quarta-feira (16) reportagem do “Estadão”.

O acerto foi feito pela manhã e, à tarde, Bittar já estava em reuniões com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir as possíveis fontes de financiamento do programa – justamente o motivo que levou o presidente a afirmar, na véspera, que estava proibido falar no Renda Brasil até o final de 2022.

A mudança de rumo vem depois de o Renda Brasil ter sido sepultado num primeiro momento por Bolsonaro, que ficou insatisfeito com repetidos anúncios de ações em estudo feitos pela equipe econômica sem que houvesse já o acerto político daquela medida. O estopim foi a ideia do time de Guedes de não dar reajuste aos benefícios da Previdência (aposentadorias, pensões, auxílios doença e salários-família) por dois anos.

3 – Extensão do auxílio emergencial será pago a menos trabalhadores

O Ministério da Cidadania confirmou na quarta-feira (16) que quem começou a receber o auxílio emergencial depois de abril terá direito a menos parcelas da extensão da ajuda, de R$ 300 – e pode até ficar sem nenhuma.

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Segundo o governo, até o momento, 67,2 milhões de pessoas recebem a ajuda destinada a desempregados, trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família a enfrentarem os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A extensão do benefício, que passou a ser chamado de auxílio emergencial residual, foi oficializado em medida provisória publicada no início deste mês. O texto aponta que o benefício será pago até o fim de dezembro, independentemente do número de parcelas.

Segundo o Ministério da Cidadania, serão pagas até quatro parcelas de R$ 300 até o fim do ano. Mas apenas os trabalhadores que receberam em abril a primeira parcela do benefício original, de R$ 600, terão direito a todas as quatro parcelas – que seriam pagas em setembro, outubro, novembro e dezembro.

Com isso, os aprovados no sétimo lote (aqueles inscritos nas agências dos Correios entre 8 de junho e 2 de julho, e trabalhadores que tenham feito a contestação entre 3 de julho e 16 de agosto) devem ficar sem nenhuma parcela de R$ 300.

4 – Reunião de Guedes com secretários do Ministério dura quatro horas

Terminou pouco depois das 23h desta quarta-feira (16) a reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes, com os secretários especiais da pasta em Brasília. O encontro, que começou às 19h, durou cerca de quatro horas. A reunião presencial foi convocada por Guedes após a polêmica envolvendo o Renda Brasil.

O dia foi de crescentes rumores sobre uma possível saída do secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, após declarações dele terem despertado críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro. Waldery defendeu o congelamento de aposentadorias por dois anos e mudanças no seguro-desemprego em prol de economizar recursos e turbinar o novo programa social do governo. Bolsonaro reagiu dizendo que teria de dar “cartão vermelho” a quem propusesse tal medida.

Parte dos secretários optou por driblar a imprensa que aguardava na portaria do ministério e entrou e saiu pela garagem, entre eles Waldery. Outros que escolheram o acesso comum adotaram o silêncio.

5 – Fábio Faria reafirma desejo de privatizar Correios e fala em interesse 5 empresas

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta quarta-feira (16) que a Magalu e outras quatro empresas já manifestaram interesse na privatização dos Correios. De acordo com ele, esse processo está na “ordem do dia” e ocorrerá na gestão de Jair Bolsonaro. “Já tem cinco players interessados. A Magalu é um deles. O Amazon, a DHL, Fedex… já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios. E isso aí é importante. Nós não teremos um processo de privatização vazio“, afirmou o ministro em entrevista a Rafael Ferri, do canal “Café com Ferri”, citando nominalmente quatro empresas.

De acordo com Faria, quem vai estabelecer as diretrizes e parâmetros da privatização dos Correios é o Congresso Nacional, com base nos estudos de consultoria contratada pelo BNDES. Na entrevista, ele também disse ter pedido celeridade ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na avaliação sobre a venda de ativos da Oi.

*Com Estadão Conteúdo

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