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5 fatos para hoje: demanda por crédito e nova alta de commodities

Com o aumento nos preços das commodities que o Brasil produz, o BC prevê superávit de US$ 2 bilhões em 2021.

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1- Commodities devem trazer de volta superávit nas contas externas após 14 anos

Com um novo boom de commodities (produtos básicos, como petróleo, grãos e minério) no mercado internacional, o Brasil deve voltar a fechar as contas externas no azul após 14 anos. De acordo com o Banco Central, depois de um rombo de US$ 12,5 bilhões no ano passado – já considerado baixo para os padrões brasileiros – a estimativa é de saldo positivo de US$ 2 bilhões em 2021, o primeiro superávit desde 2007.

A conta de transações correntes no balanço de pagamentos engloba todos os negócios do Brasil com o exterior, incluindo o saldo comercial de mercadorias e serviços, as remessas de lucros e dividendos e os juros pagos pelas empresas, além das transferências pessoais.

A última vez em que o resultado ficou no azul foi no boom global das commodities do começo do século, quando o Brasil registrou superávits por cinco anos seguidos a partir de 2003. Até o fim de 2020, o BC previa um novo déficit de US$ 19 bilhões nas contas externas para este ano. Mas, com o aumento nos preços das commodities que o Brasil produz, o BC elevou a projeção de resultado para US$ 21 bilhões, o que resultará em saldo positivo de US$ 2 bilhões.

2- Demanda por crédito no país sobe 2% em março após queda de 9% em fevereiro

Depois de cair em fevereiro, a busca por financiamento no País em março indica recuperação. O Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) cresceu 2% no terceiro mês deste ano em relação à queda de 9% anteriormente. Além disso, na comparação interanual registrou alta de 38%, superando a marca vista em igual período concluído em fevereiro, quando avançou 21%.

A aceleração do crescimento do indicador na comparação interanual ocorreu apesar de o país ainda estar enfrentando a pandemia. Segundo o diretor de Produtos e Sucesso do Cliente da Neurotech, Breno Costa, uma das explicações é que as medidas de restrição social adotadas em março foram menos duras que as implementas há um ano.

Uma outra justificativa dada pelo executivo para o avanço do INDC em 12 meses concluídos março é a adaptação do mercado que, segundo ele, está mais preparado e, portanto, bem menos vulnerável do que se mostrava no início da pandemia. “Muitas redes passaram a usar mais tecnologia e a realizar a concessão de crédito de forma online”, cita.

O avanço na demanda por crédito no mês passado em relação a fevereiro foi puxado pelo segmento de bancos e financeiras, que teve alta de 4% no período. Em seguida, aparece o varejo, com expansão de 2%. O único a registrar queda em março ante o mês anterior foi a categoria de serviços, com retração de 19%. Costa lembra que o setor apresentando dinâmica de forte crescimento e o recuo, conforme o executivo, pode estar relacionado a uma acomodação do movimento, além de ser um segmento bastante afetado pelas medidas de isolamento social.

3- Rodrigo Maia se posiciona a favor do veto do Orçamento

Presidente da Câmara até fevereiro deste ano, o deputado Rodrigo Maia diz que o Orçamento está “falido” e “capturado pelos projetos paroquiais”. A prova é que o volume de emendas parlamentares – gastos incluídos por deputados e senadores no Orçamento para obras em seus redutos eleitorais – é maior do que os recursos destinados aos projetos do governo.

Maia diz que não é normal pressionar para sancionar um Orçamento que é ilegal. “Tenho convicção que o presidente não deve e não pode sancionar”, afirma o ex-presidente da Câmara. Como já mostrou o “Estadão”, o risco de o presidente sancionar o texto consiste em cometer crime de responsabilidade, que poderia desembocar em um processo de impeachment.

De acordo com Maia, “Não há outra decisão para o governo que não seja vetar o Orçamento e corrigi-lo rapidamente. A sanção de um projeto que está com problemas, a partir daí, sem dúvida nenhuma, o presidente da República passa a ser refém do Congresso. A relação dos Poderes não pode ser assim. Tem de ser de independência, mas harmônica”.

4- ‘Não há vacina disponível para vender a empresas’, diz presidente da Raia Drogasil

Com 2,4 mil lojas, a Raia Drogasil (RD), maior rede de farmácias do Brasil, poderia lucrar com a vacinação contra a covid-19 pelo setor privado. Porém, segundo o presidente da companhia, Marcilio Pousada, ainda não é hora de se pensar nessa possibilidade – até porque, segundo ele, não há estoque nos grandes laboratórios para compras que não sejam feitas por governos.

“Os laboratórios não têm vacina (para a iniciativa privada). Fui falar com a Pfizer, temos relacionamento centenário com a Janssen. Eles vão falar com o governo, que é o agente imunizador. Primeiro é o governo“, afirma Pousada.

Ele diz que entrar em disputa com a administração pública pode inflacionar o preço das vacinas – o que não é do interesse de ninguém neste momento.

Para o executivo, a vacinação poderia estar caminhando mais rápido no Brasil caso a pandemia tivesse sido encarada com a necessária urgência. “Deveríamos ter sido mais diligentes. Faltou cooperação e senso de urgência. Com a vacina, a economia anda – nisso concordo com o ministro da Economia (Paulo Guedes).”

5- JBS volta às compras e adquire empresa de ‘plant-based’ na Europa

 A JBS, maior produtora de carnes do mundo, voltou às compras, mas dessa vez para adquirir uma companhia de proteínas vegetais, a europeia Vivera, por 341 milhões de euros, de olho no forte crescimento do mercado vegetariano, conforme fato relevante divulgado nesta segunda-feira.

Com um portfólio de 50 produtos, a Vivera tem três unidades fabris na Holanda, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento no mesmo país, para atender um segmento que cresce cerca de 20% ao ano na Europa, especialmente entre holandeses, alemães e ingleses, que respondem por 60% do mercado de “plant-based” europeu.

Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, a Vivera dará “musculatura” em “plant-based” para a companhia, que ainda tem um negócio relativamente pequeno nesse segmento. Conta com a empresa Planterra, nos EUA, que comercializa a marca OZO, além da linha Incrível, da brasileira Seara, que detém liderança nacional em hambúrgueres vegetais.

“É um segmento que cresce globalmente… Seremos um ‘player’ relevante nesse setor, a aquisição faz sentido estratégico, acelera muito a nossa estratégia no segmento de ‘plant-based'”, disse Tomazoni à “Reuters”.

(*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo)

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