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Com o novo ChatGPT ‘for all’, OpenAI quer que você jogue fora a sua Alexa

O GPT-4o tem ouvidos, boca, olhos. E parece um século à frente das assistentes de hoje

“Alexa, foi bom enquanto durou”. Talvez esta seja a derradeira interação que você terá com a sua assistente de voz da Amazon. Mas não é só a empresa de Jeff Bezos que está em apuros. Se depender de Sam Altman, Siri, Bixby e Google Assistente também vão perder o prazer da sua companhia e serão todas substituídas pela nova versão do ChatGPT, o GPT-4o (lê-se “four-ô”).

Esse “o” minúsculo ao lado de “GPT-4” é de “omni”, latim para “tudo”. Isso porque o novo modelo gera texto, imagens, e áudio em tempo real e os inputs podem ser dados também por meio de texto, voz e imagem. Ou seja, você pode conversar com ele de forma tão natural quanto Joaquin Phoenix fala com Scarlett Johansson em Ela.

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Além das respostas em tempo real, é possível conversar com o modelo de linguagem de forma fluida, interrompendo uma resposta no meio, por exemplo. Você pode dar um comando e fazer o GPT-4o criar uma poesia e cantarolá-la, e, na sequência, pedir para ele fazer tudo de novo, só que agora com um tom mais dramático. Ou mais feliz. Ou até robótico, caso queira se lembrar de como as coisas eram antes da nova IA.

O GPT-4 omni não tem só ouvidos e boca. Tem olhos também. A câmera do seu celular ou do seu computador será para o GPT-4o uma janela para o mundo. Se você estiver sorrindo, ela saberá. E talvez pergunte “qual é a graça?”. 

Sim, a nova versão da IA é capaz de entender o que aparece em frente à câmera e gerar respostas a partir disso. É como o Google Lens, só que com uma inteligência mais desenvolvida e capacidade de articular em segundos todos os estímulos informacionais que está recebendo. 

Assim que o novo GPT-4o foi apresentado, a OpenAI colocou em seu canal do YouTube uma série de vídeos que mostram possíveis usos para a nova ferramenta, dos produtivos aos divertidos. Você pode usá-lo para arbitrar uma partida de Pedra, Papel ou Tesoura, compor e cantar uma música de ninar, simular uma entrevista de emprego, ter aulas de matemática, conversar em tempo real com uma pessoa que não fale seu idioma.

Além disso, o aplicativo da OpenAI está mais integrado ao computador. O novo GPT-4o pode ser uma janelinha permanentemente aberta no seu laptop. Bem mais fácil para traduzir textos, pedir sugestões e ideias, corrigir códigos e resolver equações, por exemplo. Ele enxerga a sua tela. 

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Há ainda o modo Memory, que permite o contínuo armazenamento de interações com a IA para que a experiência de uso seja completamente personalizada – dá para desligar essa função se você quiser. 

Além da notável evolução em relação aos modelos atuais, o GPT-4o escancara a intenção da OpenAI de popularizar sua IA. A começar pelo nome – em inglês, o “4-o” soa como “for all”, “para todos”, em português. 

O upgrade não é só para a versão paga, a do GPT-4. A gratuita, que atualmente roda o GPT- 3.5, também usará o 4o – um salto quântico. A loja de aplicativos feitos com a nova IA também estará disponível para quem não paga o modelo de linguagem, acrescentando todo um universo de possibilidades e aplicações. 

Quer pagar? Custará a metade dos US$ 20 de hoje. Nessa versão, os limites de uso serão cinco vezes maiores que os atuais – e as atualizações também virão primeiro. E mais importante: os atuais assinantes do GPT Plus terão acesso antes à versão anunciada nesta segunda-feira. 

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