Negócios

Unicórnios brasileiros: o time das empresas que valem mais de US$ 1 bilhão

Loft, Nubank e Quinto Andar são algumas delas. Saiba como elas ficaram bilionárias neste especial do InvestNews, com Dony De Nuccio.

Publicado

em

Tempo médio de leitura: 7 min

O time das empresas brasileiras conhecidas como “unicórnios” não para de crescer. No começo do ano, a Loft, startup de compra e venda de imóveis, recebeu um investimento de fundos estrangeiros e foi a mais recente companhia surgida em terras tupiniquins a chegar à marca de US$ 1 bilhão, com apenas 16 meses de operação. 

MAIS: 5 fintechs que estão perto de virar unicórnios no Brasil

O termo “unicórnio” foi criado pela investidora americana Aileen Lee. Ela constatou que menos de 0,1% dos negócios chegam a essa marca a US$ 1 bilhão em valor de mercado. Logo, a comparação com o animal mitológico, que também é “raro”, se encaixou bem e a expressão pegou.

Segundo a Associação Brasileira de Startups, há hoje 13.182 startups no país. Mas foi somente no início de 2018 que a primeira startup ultrapassou a barreira bilionária, a 99, aplicativo de transportes e táxi.

Em 2019, cinco startups brasileiras se tornaram unicórnios, cada uma de um setor diferente. Isso aconteceu muito graças ao grupo japonês Softbank, que abriu um fundo avaliado em US$ 5 bilhões para investir na América Latina. 

Conheça abaixo as startups que já pertencem ao clube dos unicórnios no Brasil:

99

A pioneira na lista dos unicórnios foi a 99, um aplicativo de transporte criado em 2012, em São Paulo, pelo trio Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas. A empresa virou unicórnio em janeiro de 2018, quando foi adquirida pelo equivalente a US$ 1 bilhão pelo grupo chinês Didi Chuxing, dono do maior aplicativo de transportes da China e  principal rival da Uber no segmento. 

PagSeguro

A empresa de meios de pagamento PagSeguro tornou-se um unicórnio quando abriu o capital na bolsa de valores de Nova York, em janeiro de 2018. Foi um dos IPOs mais bem sucedidos de companhias brasileiras no exterior. Ao final do primeiro dia, a companhia estava avaliada em US$ 9,2 bilhões. E quem comprou ações naquele dia se deu bem. Hoje, a empresa vale quase US$ 10 bilhões.

Nubank

Se unicórnio é raro, imagina decacórnio, uma startup que vale mais de US$ 10 bilhões. Existem cerca de 20 desses no mundo. Nessa categoria, estão monstros como Byte Dance (a dona do aplicativo de vídeos TikTok), Airbnb e Nubank. O único brasileiro na lista funciona na prática como um banco, mas não é. Trata-se de uma instituição virtual de pagamentos. Ou, segundo a regulamentação do Banco Central, é apenas uma conta de pagamento. Uma conta bem valiosa: o Nubank passou da marca de US$ 1 bilhão em março de 2018, depois de receber investimentos de fundos da China e da Rússia. Em julho de 2019, foi a primeira startup brasileira a se tornar um decacórnio.

Stone

Fundada pelo carioca André Street, a Stone é uma empresa de formas de pagamento, mais especificamente maquininhas de cartões. Foi conquistando espaço no mercado dominado por Rede e Cielo e hoje está presente  em mais de 1500 cidades em todo o brasil. A Stone passou a valer mais de US$ 1 bilhão ao abrir capital na bolsa de valores de NovaYork, em outubro de 2018.

Arco Educação

“Educar é criar valores” é o slogan da Arco, empresa de soluções educacionais que agora, além de valores, tem um unicórnio para criar. A startup cearense utiliza ferramentas tecnológicas para auxiliar na educação de crianças. Nasceu em 2004, mas só 10 anos depois, com a chegada do fundo norte-americano General Atlantic, o negócio decolou de verdade. Em setembro de 2018, a ação da startup brasileira foi listada na bolsa de valores de Nova York e alcançou a marca de US$ 1 bilhão.

Ifood

Unicórnio de dois chifres ou dois unicórnios numa cajadada só? Tanto faz, porque foi dessa forma que o Ifood ultrapassou o valor de US$ 1 bilhão. Em novembro de 2018, a empresa recebeu um aporte de US$ 500 milhões dos fundos Naspers e Innova Capital, ligado a Jorge Paulo Lemann. Com o investimento, a startup de delivery de comida se tornou um unicórnio e, de quebra, ainda elevou a Movile, holding proprietária do Ifood, ao mesmo patamar. A Movile também tem investimentos em outras startups, como o Sympla, plataforma online de eventos, e a Playkids, produtora de conteúdo educacional para crianças.

Loggi

A empresa de entregas Loggi, apesar de brasileira, foi fundada pelo francês Fabien Mendez, em São Paulo. Ele chegou ao Brasil e decidiu abrir uma empresa motivado pelo crescimento do país no início da década passada. Um aporte de US$ 150 milhões do grupo japonês Softbank, em junho de 2019, fez com que a startup chegasse ao nível bilionário e fosse uma das primeiras beneficiadas.

Gympass

Uma semana depois de investir na Loggi, foi a vez do Softbank atacar a Gympass. Com a participação do fundo americano General Atlantic, os japoneses aportaram US$ 300 milhões na startup brasileira. Para quem não conhece a Gympass, ela tem um modelo de negócio diferente e criativo: oferece planos de assinatura de academias a empresas, que repassam esses planos como benefício a seus funcionários. Atualmente, a Gympass atua em 14 países, inclusive nos estados unidos.

Quinto Andar

A Quinto Andar foi fundada em 2013 pelos amigos Gabriel Braga e André Penha, e tem como objetivo intermediar a relação entre proprietários de imóveis e inquilinos, sem a necessidade de caução, fiador ou seguro fiança/ é uma atividade similar à prestada pelo airbnb. está presente em 25 cidades brasileiras e fecha cerca de 4.500 contratos por mês. Com os US$ 250 milhões que recebeu do softbank e do fundo americano dragoneer, passou ao patamar de unicórnio em setembro do ano passado.

Ebanx

Nascida em curitiba, em 2012, a Ebanx é o primeiro unicórnio da região sul do Brasil. A startup permite que empresas estrangeiras como Spotify, Airbnb e Aliexpress vendam produtos e serviços, cobrando na moeda local. A Ebanx foi fundada pelo trio Alphonse Voigt, João Del Valle e Wagner Ruiz. Hoje, conta com mais de 600 funcionários e atua em diversos países da América Latina. Em outubro de 2019, recebeu um aporte do fundo de private equity FTV, do Vale do Silício, e ganhou o selo de unicórnio.

Wildlife

Se houvesse um jogo do bilhão, a Wildlife seria campeã. A startup de games para celular foi fundada em 2011 pelos irmãos Victor e Arthur Lazarte, em São Paulo. A empresa produz jogos gratuitos e fatura com as microtransações durante o game, como roupas e itens que melhoram a performance dos personagens. em dezembro do ano passado, a startup alcançou o valor de U$$ 1,3 bilhão após um aporte do fundo americano Benchmark Capital. Alguns dos jogos mais famosos são Sniper 3d, Colorfy e Tennis Clash. Hoje, a startup tem escritórios em quatro países e games entre os mais baixados para os sistemas IOS e Android.

Loft

A Loft, startup de compra e venda de imóveis, recebeu um investimento de fundos estrangeiros e também chegou à marca de US$ 1 bilhão com apenas 16 meses de operação.

Mais Vistos