A Chevron, única grande petroleira dos EUA atualmente em operação na Venezuela, tem uma “oportunidade diferenciada em relação aos pares para aumentar a produção”, escreveu Jason Gabelman, analista da TD Cowen, em relatório divulgado na sexta-feira (9).
Esse esforço poderia adicionar entre US$ 400 milhões e US$ 700 milhões por ano, o que representa cerca de 1% a 2% do fluxo de caixa operacional da companhia, afirmou.
Executivos do setor de petróleo dos EUA, incluindo representantes da Chevron, estão programados para se reunir na Casa Branca nesta sexta-feira, enquanto o presidente Donald Trump apresenta sua visão para a reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, que foi deteriorada após décadas de corrupção e má gestão.
Lar das maiores reservas de petróleo do mundo, o país é uma oportunidade atraente de longo prazo para as grandes petroleiras, mas as empresas seguem cautelosas no curto prazo devido às incertezas em torno da segurança e do Estado de Direito.
Segundo o relatório, a Chevron deve aumentar a produção a partir de seus ativos já existentes, em vez de comprometer grandes volumes de novo capital no país.
“Suspeitamos que a Chevron será relutante em investir capital incremental relevante na Venezuela até que haja um governo e um regime fiscal estáveis”, escreveu Gabelman.
Atualmente, as joint ventures da Chevron produzem cerca de 240 mil barris por dia na Venezuela, de acordo com a TD Cowen. A empresa divide essa produção aproximadamente de forma igual com a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA).
