O Agibank, avaliado em R$ 9,3 bilhões em sua última rodada de investimentos em dezembro de 2024, obteve autorização do INSS para voltar a conceder empréstimos com desconto em folha para aposentados, um de seus principais negócios, segundo o diário oficial da união.
Procurado pela Bloomberg, o Agibank não quis comentar.
O fundo brasileiro Lumina Capital Management, fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley, Daniel Goldberg, investiu cerca de R$ 400 milhões na rodada de investimento de 2024 do Agibank. Goldberg passou a integrar o conselho de administração.
A Lumina detém uma participação de aproximadamente 4% no Agibank, que recebeu um aporte de capital de cerca de R$ 400 milhões de outro fundo brasileiro, o Vinci Partners Investments, em 2020.
O Agibank, que tem um modelo único de plataforma digital combinada com cerca de 1.100 “hubs inteligentes” físicos que auxiliam os clientes com suas necessidades financeiras, registrou mais de 6,4 milhões de clientes ativos em todo o país em setembro, um aumento de 77,2% em relação ao ano anterior. A empresa teve lucro líquido de R$ 1,1 bilhão nos 12 meses encerrados em setembro, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio de 40,9%.
O Goldman Sachs é o líder da transação, seguido pelo Morgan Stanley. Também coordenam o Citigroup, Banco BTG Pactual, Banco Itaú BBA, Bradesco BBI, Banco Santander SA e XP.
O Agibank é a segunda fintech brasileira a protocolar um processo de IPO nos EUA neste mês: o PicPay, aplicativo brasileiro de mobile banking pertencente à holding de investimentos da família Batista, fez seu pedido em 5 de janeiro.
Os IPOs seguem anos de baixa atividade nos mercados de ações da América Latina. O mercado brasileiro de IPOs está praticamente inativo desde a abertura de capital do Nubank, no final de 2021, em uma oferta pública inicial de grande sucesso nos EUA.