“Eu não vou comprar a este nível, isso é certo”, disse Mobius, diretor-gerente do Mobius Emerging Opportunities Fund, em entrevista à Bloomberg TV nesta sexta-feira. Ele acrescentou que consideraria o metal se os preços estivessem 20% mais baixos do que os atuais.
O dólar pode se fortalecer em relação aos níveis atuais, uma vez que as previsões apontam para uma retomada da economia dos Estados Unidos, uma mudança que provavelmente tornaria os metais preciosos menos atrativos, acrescentou.
A visão cautelosa de Mobius vem após o melhor ano para o ouro desde 1979, estimulado por compras de bancos centrais, taxas de juros mais baixas e demanda de investidores pelo chamado trade de desvalorização, em que preocupações com o aumento da dívida afastam os investidores em títulos de dívida de governos e moedas. A perspectiva permanece positiva para muitos investidores, já que a maioria dos fatores que impulsionaram o ouro no ano passado permanece intacta.
Em outra frente, Mobius disse que China, Índia, Coreia do Sul e Taiwan são os mercados acionários mais atrativos da região para investidores globais, e acrescentou que o rali da China parece sustentável devido aos avanços do país no setor de tecnologia.
“O objetivo da China agora é ultrapassar os EUA em tecnologia de chips de ponta e em todos os tipos de IA”, disse Mobius, que investe em mercados emergentes há cerca de três décadas. “O dinheiro está indo nessa direção, não na direção dos consumidores.”
Ele continua otimista em relação às ações indianas, citando a iniciativa do governo de aumentar os gastos e investimentos, principalmente no setor de tecnologia.