O Bbitcoin despencou no início da tarde de sábado (31) em Nova York e caiu abaixo do patamar de US$ 80 mil. A cotação da principal criptomoeda voltou a um nível que não era visto desde abril de 2025.

A queda ocorreu em um ambiente de baixa liquidez e pouco interesse comprador, aprofundando um movimento de correção que já eliminou mais de 30% do valor da maior criptomoeda do mundo.

Durante o pregão de sábado em Nova York, o bitcoin chegou a recuar 7,1%, atingindo US$ 78.159,41 por volta do meio-dia. Outras criptomoedas registraram perdas ainda mais acentuadas.

O Ether, segundo maior ativo digital do mercado, caiu mais de 10%, enquanto a Solana recuou mais de 11%.

Segundo dados do CoinGecko, a liquidação retirou cerca de US$ 111 bilhões do valor total do mercado de criptomoedas nas últimas 24 horas.

O novo recuo amplia semanas de frustração macroeconômica para o bitcoin, que tem falhado em reagir a eventos que, no passado, tenderiam a sustentar seu preço. O dólar perdeu força ao longo de boa parte de janeiro, mas o movimento teve pouco impacto positivo sobre o sentimento no mercado cripto.

Da mesma forma, o ativo não reagiu de forma relevante à disparada do ouro a máximas históricas — nem conseguiu atrair fluxos após a forte correção recente do ouro e da prata na sexta-feira.

A ausência de demanda reacendeu questionamentos sobre o papel do bitcoin em carteiras mais amplas. Antes vendido como aposta de crescimento e proteção contra a desvalorização monetária, o ativo agora encontra dificuldades para cumprir qualquer uma dessas funções.

Saídas persistentes de ETFs à vista, riscos geopolíticos sem gerar procura adicional e a concentração dos fluxos defensivos em metais e caixa reforçam o momento de fragilidade da criptomoeda.