A Azul aprovou a realização de uma oferta pública primária de ações como parte central do seu plano de reestruturação financeira nos Estados Unidos, em processo de Chapter 11. A decisão foi tomada em reunião do conselho de administração realizada em 2 de fevereiro de 2026, na sede da companhia, em Barueri (SP).

A operação tem como objetivo captar novos recursos e viabilizar a capitalização de dívidas, incluindo créditos relacionados ao financiamento DIP (Debtor in Possession), além de sustentar a implementação do plano de recuperação aprovado no exterior. Os recursos levantados serão destinados principalmente ao pagamento e resgate das notas DIP e, caso haja sobra, a usos corporativos gerais.

A oferta poderá envolver a emissão de novas ações ordinárias, dentro do limite de capital autorizado da companhia, com possibilidade de distribuição parcial. O preço estimado por ação é de R$ 0,00000146906822811461, o que corresponde a R$ 190,38 por cesta ou lote de 129.592.500 ações, considerando a taxa de câmbio PTAX de 2 de fevereiro de 2026. Com base nesses valores, o montante total máximo estimado da oferta é de até R$ 5,01 bilhões, equivalente a cerca de US$ 952,25 milhões.

A operação contará com direito de prioridade para acionistas na data-base definida, mas sem direito de preferência tradicional, conforme permitido pela Lei das S.A. Após essa etapa, as ações remanescentes poderão ser destinadas a investidores profissionais, incluindo investidores institucionais, credores que já participaram da equitização de dívidas e parceiros estratégicos.

Entre os compromissos já firmados, destaca-se o da United Airlines, que se comprometeu a investir US$ 100 milhões, sujeito à aprovação do Cade. Além disso, investidores comprometentes assumiram obrigações de subscrição que podem chegar a US$ 750,75 milhões, com possibilidade de um incremento adicional de até US$ 101,5 milhões, caso a demanda do mercado não absorva integralmente a oferta.

A oferta será coordenada pelo UBS BB, no Brasil, sob o rito de registro automático da CVM, e incluirá também uma colocação privada no exterior, voltada a investidores profissionais, em conformidade com a legislação norte-americana. A homologação final do aumento de capital e a definição do preço definitivo ocorrerão após o procedimento de alocação.

A Azul, fundada em 2008 pelo norte-americano David Neeleman, é uma das principais empresas do setor, com operações internacionais e serviços como o Azul Cargo. No terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou receita líquida de R$ 14 bilhões e prejuízo líquido de R$ 4,7 bilhões.

Em janeiro de 2026, a empresa Azul aguarda a conclusão do processo de análise pelo Cade sobre a autorização para a United Airlines investir US$ 100 milhões na companhia, parte de seu plano de reestruturação financeira. O processo foi prorrogado após questionamentos sobre possíveis riscos concorrenciais, mas a Azul mantém sua disposição em colaborar para esclarecer as questões levantadas.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.