O prazo faz parte da regra britânica de “put up or shut up”, que obriga potenciais compradores a anunciar uma proposta firme ou recuar. Fontes ouvidas pelo Financial Times afirmam que as partes ainda negociam uma possível extensão do prazo, mas as diferenças permanecem grandes.
Segundo a reportagem do FT, as conversas seguem travadas por divergências sobre preço e governança, e o acordo está “por um fio”. A Rio Tinto quer indicador o CEO e ter a presidência do conselho na empresa combinada, enquanto a Glencore resiste e pressiona por um prêmio elevado para aceitar o negócio.
As tratativas se arrastam há cerca de 18 meses e ganharam fôlego após a troca de comando na Rio. Para a mineradora, a aquisição seria uma forma de acelerar a expansão em cobre — metal central para a transição energética. Já a Glencore tenta aproveitar uma melhora recente de sua posição após anunciar a venda de parte de ativos no Congo, transação que reforçou sua avaliação de mercado.