A I-Systems atua no setor de rede neutra de fibra óptica no mercado brasileiro, oferecendo uma infraestrutura independente para o segmento de atacado. A empresa está presente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Bahia, Pernambuco e Amazonas, com cerca de 9 milhões de domicílios cobertos (homes passed, no jargão do setor).
A I-Systems possui contratos junto a operadoras como Sky, Vero e a própria TIM. Sua cobertura se estende por mais de 30 mil quilômetros e 41 cidades.
Com a jogada, a empresa de origem italiana pretende avançar no segmento de banda larga brasileira. A TIM avalia que ao longo de 2025 o mercado apresentou uma evolução significativa, recuperando sua capacidade de crescer base de clientes e receita.
“A iniciativa amplia a habilidade da Companhia de aprimorar a qualidade dos serviços de conectividade, melhorando a experiência de seus clientes de maneira fim-a-fim. É esperada que a transação destrave oportunidades de eficiência a partir do controle total da operação”, afirma a TIM em fato relevante.
A Alloha Fibra também negociava pelo ativo.
A saída da IHS da I-Systems, porém, levanta dúvidas sobre um declínio do modelo de operação “leve em ativos” no mercado de banda larga fixa. As redes neutras são disponíveis para contratação por qualquer provedor ou operadora, de forma isonômica. Se no passado, parecia que o modelo vingaria, hoje há um entendimento de que o cenário mudou: o custo de aluguel da rede é caro. A I-Systems e outras empresas independentes de fibra enfrentam dificuldades para atingir uma escala suficiente de clientes. Em outras palavras, vale mais a pena investir em uma rede própria.
Um relatório publicado pelo banco de investimento Jefferies na última passada informa que a I-Systems, anteriormente conhecida como FiberCo, registrou prejuízo líquido de R$ 159 milhões nos primeiros nove meses de 2025.