O projeto em Berbice, no leste do país sul-americano, será finalizado “muito em breve”, disse o presidente Irfaan Ali na Conferência de Energia da Guiana, em Georgetown, nesta terça-feira. Ele será uma parte crítica da diversificação da Guiana — hoje baseada no petróleo — para uma economia que também inclua manufatura, processamento agroindustrial e tecnologia.
“É por causa do que alcançamos no offshore que essas oportunidades agora podem ser concretizadas, e nós queremos essas oportunidades nas mãos de cada guianense”, disse Ali.
A Guiana é um dos produtores de petróleo mais novos e de crescimento mais rápido do mundo após uma grande descoberta feita pela Exxon em 2015, mas seus campos offshore também contêm grandes volumes de gás natural que Ali quer aproveitar o mais rapidamente possível. Enquanto o petróleo bruto é exportado para o mundo todo, Ali vê o gás como uma ferramenta-chave para fazer a economia doméstica crescer.
Ali disse que quer fazer parceria com o vizinho Suriname no segundo projeto de gás. Isso permitiria “passar de um projeto de porte médio para um projeto em maior escala”, afirmou.
A Guiana pretende colocar em operação ainda neste ano seu primeiro gasoduto de gás-para-terra, que deve produzir cerca de 300 MW de eletricidade em uma nova usina perto de Georgetown, a capital. Significa energia suficiente para 1 milhão de pessoas – mais do que a populacão atual da Guiana, de 850 mil. O projeto deve ajudar a fornecer energia confiável e de baixo custo em um país sujeito a apagões.
A Exxon está comprometida em cumprir o plano de ação de Ali para o gás natural, embora o combustível seja “mais complexo” de desenvolver do que o petróleo, disse Dan Ammann, presidente da divisão de upstream da empresa.
Segundo ele, a Exxon vê uma oportunidade “convincente” de monetizar as reservas de gás da Guiana.