A Microsoft está adicionando um assistente dedicado de saúde ao seu chatbot Copilot, juntando-se a outras empresas de tecnologia que apostam que consumidores recorrerão a ferramentas de inteligência artificial para cuidados médicos.

A empresa lançou na quinta-feira o Copilot Health, um portal e ferramenta de conversa dentro do chatbot pessoal Copilot, e convidou usuários nos Estados Unidos a enviar seu histórico médico e dados de dispositivos vestíveis.

Mustafa Suleyman, chefe de IA para consumidores da Microsoft, disse que a companhia espera replicar parte da experiência da chamada medicina concierge — normalmente um serviço por assinatura que oferece acesso adicional a médicos fora das consultas regulares.

“Imagino que muito em breve haverá uma superinteligência médica disponível para todos na ponta dos dedos, 24 horas por dia, fornecendo aquela informação de saúde perfeita, personalizada e sintetizada”, disse Suleyman em entrevista.

Área da saúde

A área de saúde está rapidamente se tornando um campo disputado para a IA, à medida que pessoas fazem cada vez mais perguntas médicas a chatbots e empresas correm para aprimorar essas ferramentas para identificar padrões em dados e conversar com pacientes sobre suas preocupações.

A Amazon lançou no início desta semana um chatbot de saúde em seu site e aplicativo móvel, ampliando um serviço que antes estava disponível apenas para membros da rede de cuidados primários One Medical. A OpenAI e a Anthropic também têm seus próprios chatbots especializados em saúde.

A oferta da Microsoft, que inicialmente será liberada por convite para alguns clientes, ficará dentro da versão de consumo do Copilot, distinta das funcionalidades incluídas no software voltado para empresas. Para usuários individuais, os dados de saúde ficarão separados das demais conversas com o chatbot, informou a empresa sediada em Redmond, Washington.

A companhia disse que criptografa os dados de saúde dos clientes e aplica controles adicionais de segurança internamente. As informações inseridas no Copilot Health não serão usadas para treinar modelos de IA, e os usuários poderão excluir seus dados a qualquer momento.

Dominic King, vice-presidente da Microsoft e colaborador de longa data de Suleyman, afirmou que a empresa criou uma equipe clínica interna e consultou centenas de médicos externos sobre as recomendações e a segurança do chatbot.

Segundo King, o Copilot Health não foi projetado para fornecer um diagnóstico final ou um plano formal de tratamento. Em uma demonstração do software nesta semana, usando dados fictícios de pacientes, a ferramenta aconselhou um usuário que reclamava de dor na mandíbula após um ataque cardíaco a “procurar avaliação presencial hoje”.

“Essa é uma tecnologia muito importante para acertarmos”, disse King.