A quarta-feira (25) chega com um certo alívio no front do Irã. O petróleo recua para abaixo de US$ 100 o barril e os investidores buscam mais risco pelo mundo. Os gatilhos foram as notícias de que os EUA negociam um cessar-fogo de um mês com o país islâmico para que possa ser discutido um acordo definitivo para o fim do conflito. Mas ainda não é hora de relaxar, porque o pano de fundo geopolítico continua cercado de incertezas. Por aqui, além do exterior, o investidor também monitora a greve de caminhoneiros no Porto de Santos, o principal terminal de São Paulo, que pode gerar ruídos aos setores de logística e para companhias exportadoras. Isso sem contar a possibilidade de ser um estopim para um movimento maior.
Enquanto você dormia…
- O clima lá fora melhorou um pouco, mas ainda com cautela — ninguém quer pagar para ver uma nova reversão depois do meio do dia. Os futuros das bolsas de Nova York sobem apontando abertura positiva do pregão: às 7h20, o S&P 500 futuro avança +0,82% e o Nasdaq futuro sobe +1,01%.
- Na Europa, bolsas sobem de forma generalizada, puxadas pelo recuo do petróleo e pela expectativa de alguma trégua no Oriente Médio. O Stoxx 600 tem alta de +1,34%.
- Na Ásia, oJapão liderou os ganhos. O índice Nikkei, de Tóquio, fechou em alta de +2,87%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu +1,09%.
- O índice dólar (DXY) permanece estável aos 99,31 pontos. O petróleo Brent recua -5,46% aos US$ 98,85 o barril. Os juros da Treasury de 10 anos caem para 4,33% ao ano.
Destaques do dia
- Petróleo recua com sinais de trégua no Oriente Médio: o mercado reagiu a relatos de que os EUA discutem um cessar-fogo de cerca de um mês com o Irã, incluindo propostas mais duras para um acordo nuclear.
- A simples possibilidade de reduzir tensões na região já diminui o prêmio de risco embutido no petróleo, especialmente por envolver rotas críticas como o Estreito de Ormuz.
- Apesar disso, o Irã negou negociações diretas, o que mantém o cenário instável — ou seja, o alívio existe, mas é frágil.
- O movimento derrubou o petróleo de forma relevante nesta manhã e ajudou a puxar ativos de risco no mundo todo.
- E daí? A ação da Petrobras pode sentir a queda de preços da commodity no curto prazo. Empresas sensíveis a combustível, como Gol e Azul, tendem a reagir melhor. No macro, petróleo mais baixo ajuda a tirar pressão sobre as expectativas de inflação global e pode aliviar também a curva de juros.
Giro pelo mundo
- Europa mais fraca na atividade: o índice Ifo da Alemanha veio abaixo do esperado, mostrando deterioração do sentimento empresarial e reforçando a fragilidade da economia europeia.
- Juros globais no radar: com petróleo caindo, investidores recalibram expectativas de inflação e trajetória de juros nos EUA.
Giro pelo Brasil
- Greve no Porto de Santos: caminhoneiros anunciaram paralisação contra taxas de pátios reguladores, o que pode afetar o fluxo logístico e exportações — atenção para impacto em commodities e cadeia industrial.
Giro corporativo
- E-commerce em guerra: Mercado Livre vai investir pesado no Brasil em 2026, ampliando centros logísticos e reforçando a disputa com Amazon e Shopee
- Supermercados + farmácias: nova lei que permite farmácias dentro de supermercados abre uma frente relevante de competição e pode mexer com players do varejo farmacêutico
- Oncoclínicas em reestruturação: A gestora americana MAK Capital, acionista relevante da Oncoclínicas, pediu a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para destituir o atual conselho de administração, eleger um novo colegiado. A gestora propôs um aporte de até R$ 500 milhões como uma espécie de empréstimo-ponte para dar fôlego à operação.
Agenda do dia
- 08:00: Índice de Confiança do Consumidor (março) – FGV. Indicador antecedente para expectativas de consumo.
- 10:00: Encomendas de bens duráveis (EUA) — sinaliza o fôlego da indústria americana
- 11:30: Estoques de petróleo (EUA) — pode mexer com preços da commodity ao longo do dia
Ótima quarta-feira e bons negócios!