A fatia é superior à proposta inicial da própria empresa, que previa transferir cerca de 70% do controle aos credores em um eventual acordo de troca de dívida por ações.
O impasse ocorre em meio à resistência dos controladores – Cosan e Shell – em aportar novos recursos na companhia. Bancos como BTG Pactual, Itaú e Bradesco teriam sinalizado que podem restringir crédito a outras empresas do grupo Cosan caso não haja um acordo mais favorável aos credores.
A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março, com uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões, e tenta evitar recorrer à recuperação judicial. As negociações seguem em ritmo acelerado diante do prazo legal de 6 de junho para apresentação de um plano.
A deterioração financeira da companhia está ligada à combinação de juros elevados, investimentos que ainda não geraram retorno e dificuldades operacionais nos negócios de açúcar e etanol.
O caso ocorre em meio a um ambiente mais amplo de deterioração do crédito corporativo no Brasil, com uma sequência recente de reestruturações envolvendo empresas como GPA, Alliança Saúde e outras companhias avaliando medidas semelhantes.